Advogada pede condenação de Promotor que a chamou de cadela por crime de injúria

Advogada pede condenação de Promotor que a chamou de cadela por crime de injúria

A Advogada Catharina Estrella Ballut ajuizou pedido de condenação pelo crime de Injúria contra o Promotor de Justiça aposentado, Walber Luís Nascimento. A queixa-crime foi distribuída na segunda-feira (9/10). Na peça, a advogada narra que foi vítima de fatos grotescos, que merecerem repúdio do meio jurídico, porque o acusado, enquanto Promotor de Justiça, em sessão de plenário de Júri, em Manaus, a comparou a uma cadela ou cachorra, ‘e sugeriu que o animal estaria em patamar superior a ela, vítima’.

A peça acusatória informa ao Juízo processante que Walber Nascimento teve a nítida intenção de ofendê-la, demonstrando desprezo em sua fala, e que ainda afirmou que a advogada poderia ‘ficar à vontade para chamar prerrogativas deixando claro ter consciência de que sua torpe manifestação havia ofendido a mulher advogada que com ele debatia em Plenário de Júri’.

Entenda o caso:

Durante uma sessão do Tribunal do Júri, em Manaus, sob a presidência do Juiz Carlos Jardim, o Promotor de Justiça Walber Luís Nascimento, no último dia 13 de Setembro, teria assacado palavras injuriosas contra a Advogada Estrela Cecília:

“Se tem uma característica que o cachorro tem, Dra. Catharina, é a lealdade. Eles são leais, são puros, são sinceros, são verdadeiros. E, no quesito lealdade e me referindo especificamente a Vossa Excelência, comparar a Vossa Excelência com uma cadela é muito ofensivo, mas não a Vossa Excelência, à cadela”, disse Walber Nascimento na ocasião do julgamento. 

Posteriormente, Walber Nascimento foi afastado de suas funções no Tribunal do Júri pela Corregedoria Nacional do Ministério Público. Recentemente, o Promotor pediu aposentadoria, deixando o quadro dos membros ativos do ‘parquet‘ estadual. 

Em sua petição, a advogada menciona que ‘a punição dos fatos descritos representa a necessidade de reprovação pelo desvalor da ação em si, mas também pela projeção que assume na necessidade de proteção da mulher’. O processo tramita perante a 1ª Vara Criminal de Manaus.

Processo nº 0625931-62.2023.8.04.0001

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