Primeira Turma confirma decisão de Moraes e mantém prisão de advogada investigada no Amazonas

Primeira Turma confirma decisão de Moraes e mantém prisão de advogada investigada no Amazonas

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal impôs nova derrota recursal à defesa da advogada Adriana Almeida Lima, investigada na operação que apura a atuação do chamado “núcleo político” do Comando Vermelho no Amazonas.

Por unanimidade, o colegiado negou provimento ao agravo regimental e manteve a decisão monocrática do ministro Alexandre de Moraes, que já havia rejeitado o habeas corpus.

Com o novo julgamento, o caso deixa de se limitar à negativa individual do relator e passa a contar com confirmação colegiada da Primeira Turma, composta pelos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin, em sessão virtual realizada pela Suprema Corte.

A defesa havia recorrido ao Supremo após decisão anterior do Superior Tribunal de Justiça que também negara o pedido de liberdade. No agravo, insistiu na tese de ausência dos requisitos autorizadores da prisão preventiva e pediu a revogação da custódia, com ou sem aplicação de medidas cautelares diversas.

Ao examinar o recurso, o ministro Alexandre de Moraes reafirmou que o Supremo não poderia conhecer do habeas corpus naquele estágio processual, por se tratar de impugnação dirigida contra decisão monocrática de ministro do STJ, sem o prévio esgotamento da instância colegiada daquela Corte. Segundo o relator, o exaurimento da instância anterior constitui pressuposto, como regra, para a atuação do STF, sob pena de supressão de instância.

O voto também afastou a existência de qualquer situação excepcional que autorizasse a superação desse entendimento, consignando não haver teratologia, flagrante ilegalidade ou constrangimento ilegal manifesto aptos a justificar o conhecimento excepcional da ordem.

Na prática, o Supremo não apreciou o mérito da legalidade da prisão preventiva, limitando-se a manter a decisão anterior por fundamento estritamente processual.

Segundo as investigações, Adriana Almeida Lima é apontada como integrante de um grupo suspeito de prestar apoio financeiro e logístico à organização criminosa, com atuação relacionada à movimentação de recursos e à facilitação do tráfico de drogas no Amazonas. A operação que apura os fatos foi deflagrada em fevereiro e resultou em prisões no estado e no cumprimento de mandados em outras unidades da federação.

A paciente responde, em tese, por crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, além de violação de sigilo funcional.

HC 269309 AgR

Leia mais

TJAM recebe queixa-crime contra promotor que comparou advogada a cadela

O Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) recebeu queixa-crime contra o então promotor de Justiça Walber Luís Silva do Nascimento, acusado...

Causa eleitoral antiga que não mais impeça candidatura deve prosseguir se ainda puder gerar multa, diz TSE

Decisão de Nunes Marques mantém vivo recurso relacionado às eleições de 2010 no Amazonas porque ainda subsiste a possibilidade de aplicação de sanção financeira Uma...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

TJAM recebe queixa-crime contra promotor que comparou advogada a cadela

O Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) recebeu queixa-crime contra o então promotor de Justiça Walber...

Falhas sucessivas em mecânica de carro resultam em indenização de R$ 6 mil à consumidora

A 5ª Vara Cível da Comarca de Mossoró (RN) condenou uma fabricante de automóveis e uma concessionária após uma...

Homem que agrediu sobrinho autista deve prestar serviços à comunidade

A Câmara Criminal não deu provimento ao pedido de absolvição apresentado pelo homem condenado por agredir fisicamente o sobrinho,...

Justiça condena plataforma de viagens e hotel a indenizar cliente em R$ 6 mil após recusa de reembolso

Uma plataforma digital de viagens e um hotel foram condenados após se recusarem a reembolsar uma consumidora pelo cancelamento...