Empresa deve ressarcir consumidor cobrado indevidamente por 10 anos

Empresa deve ressarcir consumidor cobrado indevidamente por 10 anos

O uso de prints de sistemas não são suficientes para comprovar a contratação de um serviço. Seguindo isso, o Colégio Recursal de Tupã (SP) negou recurso apresentado por uma empresa de telefonia condenada a ressarcir um homem que foi cobrado indevidamente por dez anos. Na ação, o cidadão se queixou de cobranças em débito automático por um serviço que já havia sido cancelado.

Em primeira instância, a empresa reconheceu o cancelamento do serviço, mas que houve recontratação logo em seguida. O juiz Paolo Pellegrini Junior apontou que não houve a comprovação desse novo acordo. Segundo o magistrado, “meras telas sistêmicas não se mostram suficientes a comprovar tal ato”. O juiz compreendeu que houve uma falha de atuação, afastando a possibilidade de má-fé da empresa.

No recurso, a empresa apresentou apenas prints de telas do sistema, apontando que houve a contratação do serviço. O Colégio Recursal afirmou que as provas eram insuficientes. “Referidos elementos além de um tanto unilaterais não traz a credibilidade e segurança necessária para corroborar suas alegações”, afirmou o juiz relator Guilherme Facchini Bocchi Azevedo.

Para comprovar a contratação do serviço, a empresa deveria ter apresentado provas alternativas. “Conclui-se que o documento confeccionado pela empresa recorrida não legitima a cobrança. Cabia à ré demonstrar a tal nova contratação, o que poderia ter feito, por exemplo, através de formulário assinado pelo autor ou até mesmo mediante gravação de voz, acaso realizada verbalmente, por telefone.”

A defesa da ação foi feita pelos advogados Gabriela Marassi Cavalcante, Renan Lagustera Benegas e Cinthia de Souza Dias Albano, do escritório Lagustera Advogados Associados.

Leia o acórdão
Processo 1006696-35.2021.8.26.0637

Com informações do Conjur

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