Acordo prevê liberação de restrições para quitação de dívidas do ex-jogador Edilson

Acordo prevê liberação de restrições para quitação de dívidas do ex-jogador Edilson

Credores e o ex-jogador Edilson Ferreira firmaram, nessa quinta-feira (26/3), um acordo parcial durante audiência realizada no Juízo de Execução e Expropriação do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA). O entendimento prevê a retirada de restrições judiciais — como o desbloqueio do passaporte, da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e de contas bancárias — como forma de viabilizar a retomada de atividades econômicas pelo executado e, assim, o pagamento da dívida trabalhista.

Em contrapartida, Edilson deverá apresentar mensalmente, sob sigilo, extratos de sua movimentação financeira à Justiça, além de informar todos os contratos remunerados que vier a firmar.

A audiência foi conduzida pelo juiz do Trabalho Murilo Carvalho Sampaio Oliveira, coordenador do Juízo de Execução e Expropriação.

Plano para destravar a execução

O acordo estabelece um conjunto de medidas para dar andamento à execução, cujo débito atual é de cerca de R$ 12,6 milhões.

Entre os pontos definidos, está a construção de uma solução que combine a venda de bens com a destinação de parte de futuras receitas do executado ao pagamento dos credores. A proposta envolvendo ganhos com publicidade e outras atividades seguirá em discussão nas próximas audiências.

Também foi autorizada a utilização de valores já disponíveis em conta judicial para a quitação do menor processo incluído na execução reunida.

Venda de imóveis

Como parte do plano, foi mantida a estratégia de alienação de bens.

Edilson concordou com a venda de dois imóveis já penhorados. O juízo irá analisar propostas já apresentadas para um dos bens e dará andamento à venda do outro, localizado no bairro da Federação, em Salvador.

Após a concretização das vendas, será realizada nova audiência para definir o rateio dos valores entre os credores.

Próximos passos

Uma nova audiência de conciliação será realizada em julho, quando as partes devem avançar na definição de parcelamento e quitação integral da dívida.

O processo reúne execuções trabalhistas iniciadas em 2016 contra empresas do grupo do ex-atleta. Até o momento, mais de R$ 13,3 milhões já foram pagos aos credores.

Com informações do TRT-5

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