Conciliação movimentou mais de R$ 3 milhões no interior do Amazonas

Conciliação movimentou mais de R$ 3 milhões no interior do Amazonas

Em quatro dias de atividades da XVIII Semana Nacional de Conciliação (SNC), magistrados e equipes de mediação do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), que atuam no interior do estado, já negociaram cerca de R$ 3,4 milhões em acordos judiciais.

Uma dessas conciliações aconteceu na última quinta-feira (9/11), na Vara Única de Rio Preto da Eva (município a 58 quilômetros de Manaus), envolvendo uma instituição bancária acusada de práticas abusivas. De acordo com o juiz de Direito Saulo Góes Pinto, titular da Comarca de Rio Preto da Eva e que presidiu a audiência, uma aposentada, beneficiária de pensão e moradora de zona rural do município, ao receber o seu benefício, encontrou descontos debitados e foi informada se tratar de quatro contratos de empréstimos consignados que não tinham sido celebrados por ela. Na audiência, o banco firmou o acordo de pagamento de R$ 75 mil à idosa.

Em quatro dias da campanha (6 a 9 de novembro), os números também vem indicando o sucesso que o ‘movimento pela conciliação’ tem alcançado no interior do Amazonas. De segunda a quinta-feira foram realizadas 3.515 audiências e homologados 1.343 acordos em 61 varas judiciárias distantes da capital. Foram atendidas mais de 8 mil pessoas nessas localidades, durante esse período.

De acordo com o juiz-coordenador da SNC deste ano, Julião Sobral Júnior, o resultado mostra o comprometimento de todo estado com o ‘movimento pela conciliação’, que o Conselho Nacional de Justiça vem estimulando desde 2006. “As comarcas do interior estão alcançando resultados cada vez mais expressivos. Isso nos enche de orgulho e mostra a capacidade que os nossos magistrados e servidores têm de vencer desafios, principalmente neste ano de estiagem histórica”, acrescentou o juiz.

A XVIII Semana Nacional de Conciliação encerra nesta sexta-feira (10/11). Os dados consolidados dos cinco dias do evento serão divulgados até o próximo dia 17/11.

Com informações do CNJ

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