CNJ pede informações de tribunais sobre litigância predatória

CNJ pede informações de tribunais sobre litigância predatória

A Corregedoria Nacional de Justiça enviou, aos tribunais, um questionário que servirá de subsídio ao efetivo mapeamento das práticas adotadas pelos tribunais e dos fatores que impactam diretamente na apuração da litigância predatória.

A iniciativa segue a Diretriz Estratégica n. 7 da Corregedoria, que prevê regulamentar e promover práticas e protocolos para o combate à litigância predatória, preferencialmente com a criação de meios eletrônicos para o monitoramento de processos.

As informações devem ser transmitidas à Corregedoria Nacional, que alimentarão painel único agregador dos dados. O formulário, disponível aqui, possibilitará o dimensionamento do alcance e do acompanhamento da diretriz.

“A iniciativa de coleta de dados possibilitará ações da Corregedoria Nacional de Justiça para o combate à litigância predatória, bem como representará um impulso às iniciativas que possam minimizar esta prática processual de efeitos nocivos para o Judiciário”, disse o corregedor, ministro Luis Felipe Salomão, em mensagem direcionada aos tribunais de todo o país.

O texto destaca que a diretriz estratégica tem aderência com o macrodesafio de Garantia dos Direitos Fundamentais e considera o teor da Recomendação n. 127/2022 do CNJ. O normativo orienta, aos tribunais, a adoção de cautelas para refrear a judicialização predatória que possa acarretar o cerceamento de defesa e a limitação da liberdade de expressão.

O corregedor ressalta, também, que a litigância predatória envolve temas mais abrangentes do que o objeto da recomendação e ocorre por meio de demandas repetitivas de diferentes naturezas, como o uso abusivo do Poder Judiciário.

Seminário

A inclusão da regulamentação e da promoção de práticas e protocolos pela Corregedoria, neste sentido entre as diretrizes estratégicas, ocorreu a partir do 1.º Seminário Dados e Litigância: Experiências do Judiciário Brasileiro no Monitoramento da Litigância Predatória. No evento, que se realizou em novembro do ano passado, foram debatidas a judicialização e os perfis de litigantes no Judiciário brasileiro.

Também foram compartilhadas as experiências dos Núcleos de Monitoramento de Perfis de Demanda (Numopedes) e dos Centros de Inteligência do Poder Judiciário no enfretamento da litigância predatória, além da apresentação dos diversos modelos de monitoramento da judicialização cível nos diversos tribunais e do painel dos grandes litigantes do CNJ.

Com informações do CNJ

Leia mais

MPAM aciona Justiça contra aterro em Manaus e mobiliza Promotorias para enfrentar queimadas

Com Manaus registrando a pior qualidade do ar do país pelo segundo dia consecutivo, Ministério Público pede suspensão de atividades no Distrito Industrial e...

Dificuldade financeira, por si só, não afasta prisão civil por dívida alimentar

Ministra Nancy Andrighi ressalta que a necessidade alimentar de crianças e adolescentes é presumida e que alegações de incapacidade econômica exigem comprovação efetiva para...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

MPAM aciona Justiça contra aterro em Manaus e mobiliza Promotorias para enfrentar queimadas

Com Manaus registrando a pior qualidade do ar do país pelo segundo dia consecutivo, Ministério Público pede suspensão de...

Erro de percepção sobre a idade da vítima de estupro de vulnerável será examinado pelo STF

O desconhecimento da idade real da vítima, quando alegado por acusado de estupro de vulnerável, pode justificar uma absolvição...

Eduardo Bolsonaro consta em lista de pena pendente de cumprimento

Com mandado de prisão aberto, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL)  consta no Banco Nacional de Medidas Penais e...

Justiça determina correção de cadastro de mulher transexual após erro em registro hospitalar

A 6ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve, em parte, decisão da 1ª...