‘Nunca determinei a morte de ninguém’, disse Gelson Carnaúba aos jurados e julgamento prossegue

‘Nunca determinei a morte de ninguém’, disse Gelson Carnaúba aos jurados e julgamento prossegue

Estão sendo julgados em Manaus, ante o 2º Tribunal do Júri, pela chacina de onze detentos e um agente penitenciário, no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, os acusados Gelson Lima Carnaúba, Marcos Paulo da Cruz e Francisco Álvaro Pereira, por fato ocorrido em 2002. Realizada a instrução no Plenário do Júri, sequenciou-se a fase do depoimento dos réus, com seus interrogatórios. Todos os acusados usaram da prerrogativa de responder às perguntas somente de suas respectivas defesas. Gelson Carnaúba foi ouvido por videoconferência, e fez o registro de que “nunca determinei a morte de ninguém”, sendo enfático em sua defesa. Os demais réus também negaram sua participação na chacina. O julgamento é presidido pelo juiz Rosberg de Souza Crozara.

Em 25 de maio de 2002, por volta das 07:00 hs da manhã, uma rebelião estourou no Complexo Penitenciário Anísio Jobim -Compaj, em Manaus. Os acusados e outros detentos teriam, naquela data, trancado os portões do Compaj, e armados, promoveram a matança de detentos inimigos, motivados ainda por acerto de contas, massacre que resultou na morte de 11 detentos e de um agente penitenciário. 

Na data de ontem se iniciou o quinto julgamento com vários incidentes, que foram desde a reclamação do sinal de internet, pois um dos principais suspeitos da ordem de matança coletiva dentro do sistema prisional se mantém preso em presídio federal, o que o levou, por razões de segurança, a ser ouvido por vídeo conferência. Gelson Carnaúba foi interrogado de 10h40 às 12h24. No início ele começou falando que se sentia incomodado pelo fato de ser interrogado por videoconferência. 

Gelson Carnaúba pediu que os jurados não levassem em consideração  que estivesse vestindo a farda, referindo-se ao uniforme do presídio de Campo Grande, mas registrou que hoje está tendo um julgamento justo. Lamentou, no entanto, que a videoconferência o incomodava, dizendo que deveria estar contemplando os jurados. Foi enfático em firmar que nunca determinou a morte de ninguém e de que, nunca teve benefícios na prisão. Após a suspensão, para um rápido descanso, o julgamento prossegue nesta tarde e há possibilidade, se acaso incidentes não ocorrerem, de que os trabalhos da sessão de hoje sejam concluídos ainda neste dia. 

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