MPRJ obtém condenação de homem que matou doméstica

MPRJ obtém condenação de homem que matou doméstica

A 1ª Promotoria de Justiça Junto ao II Tribunal do Júri da Capital obteve, no último dia 15/08, a condenação do cuidador de idosos Cláudio André Silva Antônio a 18 anos e oito meses de reclusão em regime fechado, pela morte da doméstica Gilmara de Almeida da Silva. O crime aconteceu em julho de 2020, na residência onde ambos trabalhavam para um casal de idosos, no bairro da Freguesia, Zona Oeste do Rio.

Cláudio foi denunciado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e condenado por homicídio duplamente qualificado, por ter matado Gilmara por motivo torpe e por meio de asfixia, uma vez que a vítima foi espancada e estrangulada. No momento do crime, apenas quatro pessoas encontravam-se na residência, a dona da casa, sua filha, a vítima e o denunciado.  A defesa  sugeriu que a vítima tivesse tido uma crise hipertensiva, caído e  broncoaspirado. Entretanto,  o laudo do perito oficial  atestou asfixia mecânica e meio cruel.

Em sua decisão, o Juízo do II Tribunal do Júri da Capital destacou o “excepcional impacto psicológico causado à família da vítima, como um todo, considerando que Gilmara estava prestes a ser avó pela primeira vez e foi ceifada a possibilidade de sua filha grávida – e, logo depois, de sua outra filha, que também veio a ser mãe – usufruir dos cuidados e atenção especiais de qualquer avó, que tanto contribuem para uma família saudável e bem estruturada”.

A promotora do caso, Simone Sibilio, sustentou que “é inadmissível pensar  que a vítima teve uma crise hipertensiva, pois as fotos do cadáver falavam por si só e a autoria ficou exuberantemente provada por prova indiciária, já que em crimes praticados às escondidas, a prova indiciária tem o mesmo valor que todas as outras. O acusado era culpado e ele sabe disso”, sustentou a Promotora.

Processo: 0151876-96.2020.8.19.0001

Com informações do MPRJ

Leia mais

Justiça manda União esclarecer controle de dragas usadas no garimpo ilegal na Amazônia

Juíza federal Mara Elisa Andrade determina manifestação em 15 dias úteis sobre ação do MPF que aponta falhas na fiscalização da Marinha e pede...

Mesmo abaixo de 40 g, apreensão de maconha com indícios de comércio afasta presunção de uso

O limite de 40 gramas de maconha fixado pelo STF não impede condenação por tráfico quando há indícios de comercialização. Com esse entendimento, o...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

TSE determina isonomia após IA da Meta barrar imagens de Lula

O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu nesta quinta-feira (15) a Meta de restringir a...

Plano de saúde deve devolver valor pago por cirurgia de urgência e indenizar paciente

A 3ª Vara Cível da comarca de Joinville (SC) condenou uma operadora de plano de saúde a restituir os...

TJ-SP mantém condenação de estudante de veterinária por maus-tratos a animais silvestres

A 2ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (SP) manteve decisão da 1ª Vara...

Filha assume curatela exclusiva do pai com Alzheimer após divergência familiar

A 2ª Vara da Família da comarca de Joinville (SC) decretou a interdição de um idoso com doença de...