Após a rejeição, por 6 votos a 4, do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, o senador Alessandro Vieira criticou manifestações públicas de ministros do Supremo Tribunal Federal e afirmou que as declarações representaram tentativas de constrangimento ao trabalho da comissão.
O parlamentar sustentou que a proposta de indiciamento de ministros da Corte foi apresentada em bases técnicas e dentro das atribuições da CPI, negando que o relatório tivesse caráter ofensivo ou ataque institucional.
Segundo ele, as apurações envolvendo integrantes do Supremo integram uma pauta que “pode ser adiada, mas não evitada”, defendendo que o país alcance maior maturidade institucional para esse tipo de investigação.
Antes da votação, os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli haviam feito críticas públicas ao relatório. Gilmar classificou a proposta como “erro histórico”, enquanto Toffoli afirmou que o texto seria infundado e poderia configurar abuso de poder com possíveis reflexos eleitorais.
O relatório, posteriormente rejeitado, pedia o indiciamento de três ministros do Supremo no contexto das investigações relacionadas ao caso Banco Master.
