STF articula regra de transição sobre penduricalhos após decisões que suspenderam pagamentos

STF articula regra de transição sobre penduricalhos após decisões que suspenderam pagamentos

Representantes do Supremo Tribunal Federal, do Congresso Nacional, do Tribunal de Contas da União e do Ministério Público reuniram-se nesta terça-feira (24), na Presidência do STF, para discutir medidas relacionadas à eficiência e à modernização da administração pública, com foco no pagamento de verbas indenizatórias a agentes públicos.

Participaram do encontro o presidente do STF e do CNJ, ministro Edson Fachin; os presidentes do Senado Federal, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta; o presidente do TCU, Vital do Rêgo; o vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand; o vice-presidente do STF, ministro Alexandre de Moraes; além dos ministros Gilmar Mendes e Flávio Dino, relatores de processos que tratam da suspensão de pagamentos de parcelas remuneratórias acima do teto constitucional.

Ao final da reunião, foi deliberada a formulação, nos próximos dias, de proposta de regra de transição voltada à adequação do pagamento de vantagens de natureza indenizatória aos limites previstos na Constituição Federal.

Segundo os participantes, a medida deverá observar o teto constitucional e buscar conciliar a autonomia institucional dos órgãos públicos com as exigências de responsabilidade fiscal.

O encontro ocorre após decisões proferidas pelo ministro Flávio Dino, na RCL 88.319, e pelo ministro Gilmar Mendes, na ADI 6.606, que determinaram a revisão e a paralisação de pagamentos de verbas indenizatórias não previstas em lei nacional no âmbito do Judiciário e do Ministério Público.

A reunião também sucede encontro realizado na segunda-feira (23) entre o presidente e o vice-presidente do STF, o ministro Flávio Dino e o ministro da Fazenda substituto, Dario Durigan, no qual foram discutidos os impactos fiscais decorrentes da implementação das medidas.

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