Retorno ao presencial por ordem do CNJ enfrenta a realidade de fóruns sem juízes

Retorno ao presencial por ordem do CNJ enfrenta a realidade de fóruns sem juízes

Na próxima quinta feira termina o prazo de 60 dias conferido pelo CNJ para que juízes retornem ao trabalho presencial. O que se evidencia, segundo denúncias de advogados e interessados são fóruns esvaziados no país. Quase três anos após o início da pandemia da covid-19, juízes e servidores resistem ao retorno presencial de suas atividades. Advogados não encontram juízes nos fóruns, e denuncias só estão aumentando. 

No dia 17 de novembro do ano passado, o CNJ editou nova resolução derrubando atos que permitiram o adiamento de atos processuais e o teletrabalho. A nova resolução determinou o prazo de 60 dias para o estabelecimento da rotina pré-pandemia, que se esgota na quinta feira. 

Sob o comando de Rosa Weber, o CNJ determinou, ainda, sobre a política do teletrabalho de servidores  e impôs que a modalidade seja limitada a 30% dos quadros das varas e Cortes. Ficou decidido que seria criado um grupo de trabalho, com quadros do CNJ e juízes, para implementar a volta ao presencial e monitorar o avanço das atividades presenciais. 

“O retorno da magistratura aos seus respectivos locais de trabalho é imperativo inegociável neste momento em que toda a sociedade brasileira já voltou à situação de normalidade”, firmou Luiz Philippe de Melo Filho, conselheiro do CNJ.

 

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