INSS não responde por descontos de cartão consignado quando não há prova de fraude

INSS não responde por descontos de cartão consignado quando não há prova de fraude

A Justiça Federal no Amazonas reconheceu a ilegitimidade passiva do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em ação ajuizada por beneficiário que alegava descontos indevidos em seu benefício previdenciário. A decisão é da 8ª Vara Federal de Juizado Especial Cível da Seção Judiciária do Amazonas, que extinguiu o processo sem resolução do mérito ao concluir que a controvérsia envolve apenas a relação contratual entre o consumidor e o banco.

O autor buscava declarar a inexistência de débito e obter indenização por danos morais, alegando não ter contratado o empréstimo consignado que gerou os descontos mensais. O banco réu, entretanto, juntou aos autos o contrato de cartão de crédito consignado (BMG Card), com assinatura e documentos pessoais do autor, o que levou o juízo a afastar a hipótese de fraude praticada por terceiro.

A sentença destacou que o INSS só pode ser responsabilizado de forma subsidiária quando há comprovação de omissão injustificada no dever de fiscalização, conforme o entendimento firmado pela Turma Nacional de Uniformização (TEMA 183). No caso concreto, não houve prova de que o beneficiário tenha comunicado a autarquia sobre qualquer irregularidade ou solicitado administrativamente a suspensão dos descontos.

Com base no art. 109, I, da Constituição Federal, o juiz declarou a incompetência da Justiça Federal para julgar a demanda, pois, afastada a participação do INSS, a lide remanescente é de natureza consumerista e bancária, devendo ser apreciada pela Justiça Estadual.

Processo 1015975-14.2022.4.01.3200

Leia mais

Promessa de reduzir financiamento que finda na busca e apreensão do veículo gera dano moral no Amazonas

A Justiça do Amazonas, com voto decisivo do Juiz Cássio André Borges dos Santos, reconheceu o direito à indenização por danos morais de um...

Aplicação financeira sem autorização não gera dano moral quando o dinheiro permanece disponível

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) afastou a condenação por danos morais imposta ao Banco Bradesco em uma ação movida por um correntista...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Justiça condena homem por agressão física e injúria homofóbica contra sobrinho

O 6º Juizado Especial Cível de Brasília condenou um homem ao pagamento de R$ 5 mil a título de...

Falta de cautela com animal resulta em indenização por ataque

O Juizado Especial Cível e Criminal do Núcleo Bandeirante condenou o responsável por um cachorro a indenizar uma vítima do...

PGR rejeita nova proposta de delação de Vorcaro

A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou nesta segunda-feira (15) a segunda proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro,...

AGU vai pedir para atuar em processo contra Moraes nos EUA

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta segunda-feira (15) que vai pedir à Justiça dos Estados Unidos para atuar...