Entenda entraves jurídicos acerca da regularização de plataformas digitais via Medida Provisória

Entenda entraves jurídicos acerca da regularização de plataformas digitais via Medida Provisória

A MP que visa regulamentar as plataformas digitais, ante os impactos negativos do dia 08 de janeiro, com os atos de vandalismo, em Brasília, sequer foi editada, embora o projeto esteja em avanço, mas críticos se movimentam no sentido de sua judicialização. São vários os fatores que acenam para esse cenário: Entre eles o fato de que a matéria não seja tão urgente ao ponto de não poder ser tratada por um projeto de lei, com ampla discussão no Congresso; o tema, embora em sentido oposto, foi tratado pelo ex-presidente, sendo devolvido pelo Senador Pacheco, após repercussão negativa, inclusive com posição contrária de Rosa Weber, do STf. Ademais, o hoje Marco Civil da Internet isenta as plataformas digitiais de responsabilidade civil por danos gerados pelo conteúdo postado por terceiros. A Medida Provisória a ser editada impõe a essas plataformas a imposição de multas pesadas pela não retirada de conteúdos golpistas e extremistas. 

Para o Governo, o que justifica a Medida Provisória é que  o tema é complexo e delicado e que há urgência nessa regulamentação, mormente depois dos atentados do dia 08 de janeiro. Mas é exatamente essa ótica que é não é bem avistada por especialistas.  A uma que a MP representa um ato unilateral da Administração Pública; à duas, porque não sendo participativo é muito apressado, afastando discussões que possam levar a um amadurecimento sobre matéria de grande importância e que se fundamenta na cidadania e na liberdade de expressão. 

As Medidas Provisórias, quando editadas, passam a valer assim que subscritas pelo Chefe do Executivo e o Congresso tem até 120 dias para validá-las, ocasião em que podem ser convertidas em lei. Mas a própria Constituição Federal determina que o governo não pode assinar uma MP sobre temas que envolvam nacionalidade, cidadania, partidos políticos, direito eleitoral e penal. O tema promete muitas discussões. 

Leia mais

STF impede União de cobrar PIS e Cofins sobre incentivos fiscais de ICMS concedidos pelos estados

Por 7 votos a 4, Supremo decidiu que créditos presumidos de ICMS não podem integrar a base das contribuições federais; Centro da Indústria do...

STF preserva regra que permite até 90% dos cargos comissionados do MPAM fora da carreira

Por maioria, Supremo rejeitou ação que questionava reserva mínima de 10% para servidores efetivos; Alexandre de Moraes e Edson Fachin ficaram vencidos. O Supremo Tribunal...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Justiça condena casal que armazenava drogas em pousada de Pipa (RN)

Um casal foi condenado pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico após uma ação policial...

Hospital pagará R$ 20 mil após negar internação a paciente com quadro de abortamento espontâneo

O 2° Juizado Especial Cível, Criminal e da Fazenda Pública da Comarca de Parnamirim (RN) condenou um hospital privado...

Faculdade de Teresina (PI) é condenada por fazer publicidade com professor jornalista

A Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho fixou em  R$ 30 mil e R$ 40 mil o valor...

Dirigente sindical reintegrado por liminar perde estabilidade após Justiça confirmar dispensa

A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) afastou o direito à estabilidade de um empregado da Libbs...