Banco responde por golpe do “falso emprego” ao permitir abertura de contas para estelionatários

Banco responde por golpe do “falso emprego” ao permitir abertura de contas para estelionatários

A 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul condenou uma instituição de pagamentos a restituir R$ 37,7 mil a vítima de um golpe do “falso emprego”.

Nesse tipo de fraude, golpistas oferecem uma vaga atrativa e, durante o suposto processo seletivo, induzem a vítima a fazer transferências sob o pretexto de pagar taxas, comprar kits ou participar de “treinamentos”.

No caso, a autora fez 15 transferências via Pix para contas abertas junto à ré, que depois se comprovou terem sido criadas por estelionatários.

O colegiado entendeu que a abertura de contas por falsários sem verificação adequada configura falha na prestação do serviço e caracteriza fortuito interno, atraindo a responsabilidade objetiva da instituição com base no Código de Defesa do Consumidor e na Súmula 479 do STJ.

A Corte destacou que a ré não comprovou medidas de segurança adequadas na abertura das contas e contribuiu para o sucesso da fraude. O dano material foi reconhecido e fixado com atualização e juros legais. Não houve condenação por dano moral, por falta de prova de abalo à personalidade.

APELAÇÃO CÍVEL Nº 5002566-69.2023.8.21.0097/RS

Leia mais

Fim de suspensão por IRDR destrava ação e Justiça manda banco parar descontos sem prova de contrato

Com o julgamento do incidente de resolução de demandas repetitivas (IRDR) sobre encargos bancários, a mora cred pess  e parcela de crédito pessoal, deve...

Acordo extrajudicial cumprido pela metade impõe complemento e indenização por dano moral

Justiça condena Samsung por descumprir acordo no Procon e pagar valor inferior ao combinado. A Justiça do Amazonas condenou a Samsung Eletrônica da Amazônia Ltda....

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Fim de suspensão por IRDR destrava ação e Justiça manda banco parar descontos sem prova de contrato

Com o julgamento do incidente de resolução de demandas repetitivas (IRDR) sobre encargos bancários, a mora cred pess  e...

Acordo extrajudicial cumprido pela metade impõe complemento e indenização por dano moral

Justiça condena Samsung por descumprir acordo no Procon e pagar valor inferior ao combinado. A Justiça do Amazonas condenou a...

Sem descompasso flagrante entre a venda casada e o dano, a revisão da indenização é vedada

A simples insatisfação com o valor fixado a título de dano moral não autoriza sua revisão em grau recursal...

CNMP aplica multas a promotor aposentado do MPAM por condutas ofensivas em sessões do Júri

No caso, a Conselheira relatora destacou que a aposentadoria não impede a aplicação de sanções disciplinares, especialmente quando há...