MPAM reforça canais de denúncia após aumento de casos de violência sexual em Careiro

MPAM reforça canais de denúncia após aumento de casos de violência sexual em Careiro

Diante do número significativo de denúncias envolvendo violência sexual contra crianças e adolescentes, o Ministério Público do Amazonas (MPAM), por meio da Promotoria de Justiça de Careiro Castanho, reforçou orientações sobre os canais disponíveis para denúncias e a importância do acionamento da rede de proteção.

A iniciativa do promotor de Justiça Caio Lúcio Fenelon Assis Barros decorre do aumento de notícias de fato e procedimentos instaurados na comarca para apurar possíveis violações à dignidade sexual de crianças e adolescentes no município.

Segundo a promotoria, os casos são tratados com prioridade, cautela e sigilo, para preservar a identidade das vítimas, evitar revitimização e assegurar o encaminhamento adequado das denúncias aos órgãos competentes.

“Temos observado um número preocupante de procedimentos relacionados a violência sexual contra crianças e adolescentes no Careiro. Esse cenário exige atenção permanente do Poder Público, da rede de proteção e da sociedade. A denúncia é fundamental para interromper ciclos de violência, acolher a vítima e permitir a responsabilização dos autores”, destacou o promotor.

O MPAM ressalta que familiares, vizinhos, profissionais da educação, servidores da saúde, lideranças comunitárias e qualquer pessoa que tenha conhecimento de situação suspeita pode e deve comunicar o fato às autoridades.

A promotoria enfatiza que a denúncia não exige certeza absoluta sobre a ocorrência do crime: indícios ou suspeitas razoáveis já justificam o acionamento da rede de proteção.

Canais de denúncia

As comunicações podem ser feitas ao Conselho Tutelar, à Delegacia de Polícia, ao Disque 100 e 127, à Ouvidoria do Ministério Público — https://www.mpam.mp.br/fazer-manifestacao — ou diretamente à Promotoria de Justiça da comarca. Em casos de flagrante ou risco imediato, a Polícia Militar deve ser acionada pelo 190.

O MPAM também reforça que a escuta e o atendimento de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência devem observar protocolos legais de proteção, evitando exposição, repetição desnecessária de relatos ou abordagens que possam gerar novo sofrimento. A prioridade, segundo a Promotoria, deve ser o acolhimento, a segurança e o encaminhamento adequado.

“O MPAM seguirá acompanhando as demandas relacionadas à proteção infantojuvenil no município, adotando as medidas necessárias para assegurar os direitos previstos na Constituição Federal, no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e na legislação de proteção às vítimas de violência”, concluiu o promotor.

Fonte: Comunicação Social do MPAM

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