Entenda entraves jurídicos acerca da regularização de plataformas digitais via Medida Provisória

Entenda entraves jurídicos acerca da regularização de plataformas digitais via Medida Provisória

A MP que visa regulamentar as plataformas digitais, ante os impactos negativos do dia 08 de janeiro, com os atos de vandalismo, em Brasília, sequer foi editada, embora o projeto esteja em avanço, mas críticos se movimentam no sentido de sua judicialização. São vários os fatores que acenam para esse cenário: Entre eles o fato de que a matéria não seja tão urgente ao ponto de não poder ser tratada por um projeto de lei, com ampla discussão no Congresso; o tema, embora em sentido oposto, foi tratado pelo ex-presidente, sendo devolvido pelo Senador Pacheco, após repercussão negativa, inclusive com posição contrária de Rosa Weber, do STf. Ademais, o hoje Marco Civil da Internet isenta as plataformas digitiais de responsabilidade civil por danos gerados pelo conteúdo postado por terceiros. A Medida Provisória a ser editada impõe a essas plataformas a imposição de multas pesadas pela não retirada de conteúdos golpistas e extremistas. 

Para o Governo, o que justifica a Medida Provisória é que  o tema é complexo e delicado e que há urgência nessa regulamentação, mormente depois dos atentados do dia 08 de janeiro. Mas é exatamente essa ótica que é não é bem avistada por especialistas.  A uma que a MP representa um ato unilateral da Administração Pública; à duas, porque não sendo participativo é muito apressado, afastando discussões que possam levar a um amadurecimento sobre matéria de grande importância e que se fundamenta na cidadania e na liberdade de expressão. 

As Medidas Provisórias, quando editadas, passam a valer assim que subscritas pelo Chefe do Executivo e o Congresso tem até 120 dias para validá-las, ocasião em que podem ser convertidas em lei. Mas a própria Constituição Federal determina que o governo não pode assinar uma MP sobre temas que envolvam nacionalidade, cidadania, partidos políticos, direito eleitoral e penal. O tema promete muitas discussões. 

Leia mais

STJ afasta nulidade por ausência do promotor em audiência no Amazonas e restabelece condenação

A simples ausência do Ministério Público em audiência de instrução e julgamento, por si só, não conduz automaticamente à nulidade do processo penal. Com...

TJAM anula julgamento após defesa não ter pedido de fala apreciado previamente

O Tribunal entendeu que a defesa pediu, dentro do prazo, o direito de falar na sessão de julgamento, mas esse pedido não foi analisado...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

STJ afasta nulidade por ausência do promotor em audiência no Amazonas e restabelece condenação

A simples ausência do Ministério Público em audiência de instrução e julgamento, por si só, não conduz automaticamente à...

Plano de saúde indenizará paciente por demora em autorização de exame urgente

A Vara do Juizado Especial Cível e Criminal de Fernandópolis responsabilizou operadora de plano de saúde por recusa e...

Perda da propriedade rural extingue arrendamento e impede permanência do arrendatário no imóvel

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a perda da propriedade rural pelo arrendador implica...

TJAM anula julgamento após defesa não ter pedido de fala apreciado previamente

O Tribunal entendeu que a defesa pediu, dentro do prazo, o direito de falar na sessão de julgamento, mas...