A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (10), nova fase da Operação Anomalia, voltada à apuração de um suposto esquema criminoso formado por policiais civis do Rio de Janeiro e operadores financeiros.
A ação ocorre um dia após a prisão do delegado federal Fabrizio Romando, investigado no mesmo contexto que envolve o ex-deputado TH Joias, apontado como ligado ao Comando Vermelho.
Ao todo, cerca de 40 policiais federais cumprem quatro mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As diligências integram o aprofundamento das investigações sobre a atuação do grupo, suspeito de utilizar a estrutura do Estado para obter vantagens ilícitas.
Segundo a Polícia Federal, os investigados são suspeitos de extorsão, corrupção e lavagem de dinheiro. A apuração indica que policiais civis teriam intimado integrantes do Comando Vermelho para constrangê-los ao pagamento de propinas. As cobranças seriam feitas de forma direta e insistente, inclusive com imposição de prazos para pagamento, contando com a atuação de dois intermediários.
O STF determinou, além das prisões e buscas, o afastamento dos policiais investigados de suas funções públicas, bem como a suspensão das atividades empresariais de pessoas jurídicas supostamente utilizadas pela organização criminosa. Também foi ordenado o bloqueio de valores em contas bancárias e de criptoativos vinculados aos investigados.
De acordo com a Polícia Federal, relatórios de inteligência financeira apontaram que os policiais investigados apresentariam movimentação patrimonial milionária incompatível com os rendimentos legais de seus cargos.
As investigações também identificaram uma rede de empresas de fachada, registradas em nome de familiares dos envolvidos, que teria sido utilizada para ocultar e lavar os valores obtidos de forma ilícita.
