Grupo Batista assina o termo de transferência para adquirir controle da Amazonas Energia

Grupo Batista assina o termo de transferência para adquirir controle da Amazonas Energia

A Âmbar Energia, braço do grupo J&F dos irmãos Joesley e Wesley Batista, decidiu manter o termo de transferência de controle da Amazonas Distribuidora, mas com uma condição: o negócio só será confirmado se a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovar a operação integralmente até 31 de dezembro de 2024. Caso a agência reguladora não autorize a transação até essa data, o contrato será desfeito, gerando incertezas no setor elétrico.

O processo foi marcado por impasses decorrentes da Medida Provisória 1.232/2024, editada pelo governo Lula, que busca garantir o fornecimento de energia elétrica no Amazonas e garantir a sustentabilidade econômica da entrega do produto. O plano do governo encontrou forte resistência na Aneel, que rejeitou a proposta apresentada pela Âmbar, argumentando que a transferência poderia resultar em um aumento de R$ 16 bilhões nas contas de luz dos consumidores de todo o país. 

A Medida Provisória exigiu que os novos controladores promovam a recuperação financeira da transação com o menor impacto tarifário possível. A Aneel, por meio de seus técnicos, apresentou um plano alternativo, com impacto de cerca de R$ 8 bilhões, montante, segundo a Reguladora,  mais viável para minimizar o peso nas contas dos brasileiros. 

A disputa foi judicializada e a juíza Jaiza Maria Pinto Fraxe, da Justiça Federal do Amazonas, interveio, determinando que a questão fosse resolvida com o voto de Minerva do diretor-geral da Aneel, Sandoval Araújo de Feitosa Neto.

Embora a decisão tenha permitido o avanço da transferência, ela foi considerada precária pelos irmãos Batista, que temiam falta de segurança jurídica no negócio, especialmente diante do recurso apresentado pela Aneel.

Com o impasse, a Âmbar recuperou e propôs um novo plano, comprometendo-se a injetar R$ 6,5 bilhões ainda neste ano para reduzir a dívida da concessionária e minimizar o impacto tarifário para os consumidores. No entanto, o relator do recurso, Fernando Mosna, declarou-se impedido de analisar o pedido, mantendo o futuro da transferência suspenso.

Entretanto, a Âmbar confirmou ter assinado o termo de transferência de controle da Amazonas Energia na quinta (10). A empresa informou que isso garantiu as condições previstas na medida provisória 1.232.

Leia mais

Ônus indesejado: seguro casado ao empréstimo implica dano indenizável

A pessoa vai ao banco em busca de crédito para aliviar um aperto financeiro e sai com o empréstimo liberado, mas também com um...

Apontar só nulidade da intimação, sem recorrer, pode fazer parte perder prazo do apelo

O Superior Tribunal de Justiça manteve decisão que barrou recurso do Município de Manaus em processo no qual a controvérsia girou em torno do...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Ônus indesejado: seguro casado ao empréstimo implica dano indenizável

A pessoa vai ao banco em busca de crédito para aliviar um aperto financeiro e sai com o empréstimo...

Apontar só nulidade da intimação, sem recorrer, pode fazer parte perder prazo do apelo

O Superior Tribunal de Justiça manteve decisão que barrou recurso do Município de Manaus em processo no qual a...

Resultado terapêutico não se confunde com lesão, decide juiz ao negar reparação por erro médico

A 1ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Amazonas julgou improcedente a ação de indenização por danos morais...

DPE-AM reforça atuação no interior com posse de cinco novos defensores públicos

A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) deu posse a cinco novos defensores nesta sexta-feira (10), durante solenidade...