Nunes Marques derruba decisão do TRE-AM que suspendeu cassação de Elan Alencar

Nunes Marques derruba decisão do TRE-AM que suspendeu cassação de Elan Alencar

O ministro Nunes Marques entendeu que a suspensão da cassação de Elan Alencar perdeu a razão de existir depois que a decisão da Justiça Eleitoral já havia sido executada com a posse de Glória Carratte.

Segundo ele, manter o efeito suspensivo provocaria uma nova alteração na composição da Câmara de Manaus, comprometendo a estabilidade que a própria medida buscava preservar.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por decisão do ministro Nunes Marques, derrubou a decisão da Presidência do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) que havia suspendido a cassação do vereador Elan Alencar (DC).

Com a liminar, o ministro restabeleceu os efeitos do acórdão do TRE-AM que reconheceu fraude à cota de gênero nas eleições municipais de 2024, mantendo válidas, por enquanto, todas as medidas decorrentes desse julgamento, entre elas a cassação do DRAP do Democracia Cristã (DC), a anulação dos votos da legenda, a perda dos diplomas dos candidatos eleitos e a retotalização dos votos.

A liminar foi concedida em tutela cautelar ajuizada pela vereadora Glória Carratte, que sustentou que o fundamento utilizado pela Presidência do TRE-AM para suspender a execução do acórdão havia deixado de existir. Segundo a parlamentar, quando o efeito suspensivo foi concedido, ela já havia sido diplomada e empossada no cargo, de modo que a manutenção da medida provocaria justamente a instabilidade institucional que pretendia evitar.

Ao analisar o pedido, Nunes Marques afirmou que, após o Tribunal Regional admitir o recurso especial, compete também ao TSE revisar a decisão que concedeu efeito suspensivo. Para o ministro, a execução do acórdão regional já havia sido concretizada com a diplomação e a posse de Glória Carratte, circunstância que alterou o cenário existente quando a Presidência do TRE-AM deferiu a medida cautelar em favor de Elan Alencar.

Na decisão, o ministro concluiu que o risco de sucessivas mudanças na composição da Câmara Municipal de Manaus, apontado como fundamento para a concessão do efeito suspensivo, deixou de existir após a posse da vereadora. Segundo ele, manter a suspensão da cassação faria surgir nova alteração na composição do Legislativo municipal, contrariando a finalidade da própria medida cautelar.

Nunes Marques também destacou que o ministro Floriano de Azevedo Marques, relator do caso, já havia negado anteriormente pedido semelhante formulado por Elan Alencar em outra tutela cautelar, por entender ausente a plausibilidade jurídica da pretensão. Embora aquela decisão tivesse objeto distinto, o presidente do TSE considerou que sua fundamentação reforçava a inexistência dos requisitos necessários para manter a tutela provisória concedida pelo TRE-AM.

Ao final, o ministro deferiu a liminar para revogar o efeito suspensivo atribuído ao recurso especial pela Presidência do TRE-AM e restabelecer a eficácia do acórdão regional. Logo após a decisão, a Coordenadoria de Processamento do TSE encaminhou comunicação oficial ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas determinando a adoção das providências necessárias ao imediato cumprimento da ordem.

Leia mais

Justiça Eleitoral nega pedido de Maria do Carmo para retirar vídeo que aponta dívidas da Fametro

A juíza Mara Elisa Andrade negou a retirada imediata do vídeo por entender que as acusações exigem análise dos documentos e manifestação de Waldery...

Tratamento de criança com autismo garante manutenção de plano de saúde de toda a família

Juiz Roberto Santos Taketomi determinou que operadora preserve cobertura do menino e dos pais, mediante pagamento das mensalidades, e mantenha terapias em clínica particular. A...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

TSE dá 24h para Meta e X explicarem distribuição de material político

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, deu prazo de 24 horas para que a empresa...

STJ: Reclame Aqui não responde automaticamente por reclamações de consumidores

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o site Reclame Aqui não responde automaticamente pelo...

Justiça Eleitoral nega pedido de Maria do Carmo para retirar vídeo que aponta dívidas da Fametro

A juíza Mara Elisa Andrade negou a retirada imediata do vídeo por entender que as acusações exigem análise dos...

Empregado deve indenizar empresa por desvio de mercadorias e uso de estrutura

A Justiça do Trabalho em Mato Grosso do Sul condenou um trabalhador ao pagamento de R$ 63.613,28 por danos...