MPF pede condenação de grupo criminoso que comercializava sinais de TV por assinatura

MPF pede condenação de grupo criminoso que comercializava sinais de TV por assinatura

O Ministério Público Federal (MPF) pediu a condenação de quatro pessoas envolvidas no fornecimento ilegal de TV por assinatura em Carapicuíba (SP). Os crimes foram descobertos entre 2021 e 2022.

Para comercializar o serviço, o grupo capturava o sinal de operadoras regulares e distribuía o conteúdo por meio de cabos e equipamentos instalados ilicitamente em postes de diferentes bairros do município. À medida que essa rede clandestina era implantada nas ruas, os criminosos distribuíam panfletos nas casas oferecendo a contratação dos pacotes de canais.

O grupo agia para mascarar os indícios de irregularidade do esquema, com uso do logotipo de uma empresa falsa (“Play TV”) nos anúncios e em uniformes usados por integrantes que faziam as instalações. As aparências buscavam afastar eventuais suspeitas de clientes sobre a origem do serviço ou mesmo sobre os preços oferecidos, bem inferiores aos praticados pelas operadoras de TV. As mensalidades giravam em torno de R$ 60 e davam acesso a dezenas de canais.

Sem conhecimento técnico sobre o serviço, muitos consumidores sequer desconfiavam que o sinal de TV recebido em suas casas era fruto de delitos. “O grupo criminoso montou uma central de distribuição, em local não revelado, e, a partir deste ponto, passou a lançar nos postes cabos coaxiais para a distribuição em diversos pontos de Carapicuíba”, destacou o procurador da República João Paulo Lordelo, autor dos pedidos de condenação do MPF.

As investigações demonstraram que até mesmo os cabos, pertencentes a operadoras regulares, eram obtidos de maneira ilícita. Centenas de metros dos fios foram encontrados com os envolvidos durante o cumprimento de mandados judiciais. Parte do grupo foi presa em flagrante.

Os réus, na medida da participação de cada um, respondem por desenvolvimento clandestino de atividades de telecomunicação, associação criminosa e receptação qualificada. O pedido de condenação faz parte das alegações finais do MPF, última etapa do processo antes da sentença. A denúncia foi originalmente oferecida à Justiça pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), mas chegou ao MPF após o reconhecimento da competência federal para o julgamento do caso.

Ação Penal nº 5006923-69.2023.4.03.6130

Leia mais

STJ mantém candidato do Amazonas em concurso e assegura realização de novo TAF

O Superior Tribunal de Justiça confirmou a decisão que garantiu a um candidato ao cargo de aluno soldado da Polícia Militar do Amazonas o...

Bradesco Saúde é condenada por impor carência indevida em caso de portabilidade no Amazonas

A portabilidade de carências, prevista na regulamentação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), não pode ser esvaziada por cláusula contratual que imponha novo...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

PF pede a Fachin suspeição de Toffoli no inquérito do Banco Master

A Polícia Federal (PF) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a suspeição do ministro Dias...

Associações de juízes defendem no STF manutenção de penduricalhos

O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu nesta quarta-feira (11) pedido de associações que representam juízes, promotores, defensores públicos e...

Senadores se reúnem com Fachin e pedem acesso ao inquérito do Master

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado defendeu nesta quarta-feira (11) o acesso dos parlamentares à investigação sobre...

TSE sorteia Estela Aranha para relatar ação que tenta barrar desfile em homenagem a Lula

A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral, foi sorteada relatora da ação em que o Partido Novo tenta...