TJAM concede segurança para nomeação de candidato aprovado em concurso da Sepror

TJAM concede segurança para nomeação de candidato aprovado em concurso da Sepror

O Tribunal de Justiça do Amazonas concedeu segurança a candidato aprovado na segunda colocação para o cargo de técnico de nível superior (estatístico) em concurso público realizado pela Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror), para acesso a cargos vinculados ao Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), regido pelo Edital n.º 01/2018.

A decisão do Tribunal Pleno foi unânime, na sessão desta terça-feira (03/05), no Mandado de Segurança n.º 4005331-72.2021.8.04.0000, de relatoria do desembargador Lafayette Vieira Júnior, em consonância com o parecer ministerial.

De acordo com o processo, o concurso abriu uma vaga para ampla concorrência para o cargo e teve o resultado homologado em 13/06/2019. Ocorre que a candidata aprovada em primeiro lugar não tomou posse no prazo legal, caracterizando desistência, e sua nomeação foi tornada sem efeito. Logo, o impetrante passou a figurar dentro do número de vagas e possui direito subjetivo à nomeação, segundo o procurador Nicolau Libório dos Santos Filho.

Na análise sobre o direito subjetivo à nomeação, a jurisprudência atual dos tribunais superiores aponta sua existência em quatro hipóteses: quando houver a aprovação do candidato dentro do número de vagas previstas no edital; quando houver preterição na nomeação por não observância na ordem de classificação; quando surgirem novas vagas, ou for aberto novo concurso durante a validade do certame anterior, e ocorrer a preterição de candidatos de forma arbitrária e imotivada por parte da administração; e quando, embora o candidato tenha sido aprovado fora do número de vagas, passe a constar dentro do número de vagas por desistência de candidatos melhores colocados.

Esta última é a hipótese que garante ao impetrante sua nomeação para o cargo.

Normas questionadas

Em relação a nomeações para o órgão, o Ministério Público observa que “as vagas do concurso vêm sendo preenchidas por contratos precários, por intermédio de projeto firmado entre a Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico e Social (AADES) e o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Estado do Amazonas (Idam)”.

Nesse sentido, o MP ajuizou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (n.º 4004742-22.2017.8.04.0000), para que seja analisada a inconstitucionalidade do artigo 11, parágrafo 1.º, da Lei n.º 3.583/2010, e do artigo 2.º, parágrafo único e artigo 11, parágrafo 3.º, do Decreto n.º 30.988/2011, os quais admitem que a diretoria executiva da AADES contrate empregados sob o regime da CLT para exercer atribuições típicas de servidores públicos estatutários, em tese por período de tempo indeterminado.

Essa ADI está na pauta de julgamento da sessão plenária da próxima terça-feira (10/05), sob relatoria do desembargador Wellington Araújo.

Fonte: Asscom TJAM

Leia mais

Suspeita de fraude aduaneira não autoriza inaptidão prévia de CNPJ pela Receita

Juíza federal Jaiza Maria Pinto Fraxe confirma decisão do TRF1 e assegura manutenção do cadastro ativo até conclusão definitiva de processo administrativo sobre suspeita...

Juiz condena LATAM por impedir viagem de passageira que já aguardava no portão de embarque

Juiz Caio César Catunda de Souza considerou que os horários apresentados pela consumidora e uma declaração emitida pela própria companhia aérea comprovaram a recusa...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Eleições: quem não votou no primeiro turno pode participar do segundo

O eleitor que não votou no primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, em 4 de outubro, pode participar...

Professor é condenado por importunação e assédio sexual contra estudantes

A 2ª Vara Federal de Santana do Livramento (RS) condenou um professor pelos crimes de importunação e assédio sexual...

Academia indenizará aluno que cortou dedo em equipamento de musculação sem proteção

Juiz Daniel Felipe Machado reconheceu falha na segurança do aparelho e na assistência prestada após o acidente; Bluefit pagará...

TST mantém justa causa aplicada por fraude em registro de ponto

Por unanimidade, a Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou o recurso de...