STJ vai definir se pode ser fixado prazo para medidas protetivas da Lei Maria da Penha

STJ vai definir se pode ser fixado prazo para medidas protetivas da Lei Maria da Penha

A Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) irá julgar o Tema 1.249, que trata da natureza jurídica das medidas protetivas de urgência da Lei Maria da Penha e da possibilidade de fixação de prazo para sua vigência. O relator, ministro Joel Ilan Paciornik, decidiu não suspender os processos semelhantes em tramitação, considerando a urgência dessas medidas.

O Ministério Público de Minas Gerais defende que as medidas não devem ter prazo predeterminado, argumentando que são de natureza satisfativa e inibitória, e que a revisão periódica pode revitimizar as mulheres.

O relator ressaltou sobre a importância da uniformização da matéria e submeteu o caso ao rito dos recursos especiais repetitivos para formar um precedente judicial com segurança jurídica.

O julgamento por amostragem facilita a solução de demandas semelhantes e gera economia de tempo, além de proporcionar uniformidade nas decisões dos tribunais.

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