Prefeitura pede revisão de liminar do passe livre e cobra custeio do Estado

Prefeitura pede revisão de liminar do passe livre e cobra custeio do Estado

Após ordem para restabelecer recargas em Manaus, Município defende que Governo do Amazonas arque integralmente com o transporte dos alunos da rede estadual.

A Prefeitura de Manaus pediu à Justiça a revisão da liminar que determinou o restabelecimento das recargas do Passe Livre Estudantil na capital. Em manifestação apresentada nesta quinta-feira (5), o Município sustenta que o Governo do Amazonas deve garantir e custear integralmente o transporte dos alunos da rede estadual, sem transferir a despesa ao sistema municipal de ônibus.

A decisão questionada foi proferida em 4 de novembro pelo juiz Ronnie Frank Torres Stone, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Manaus, em ação da Defensoria Pública do Estado. O magistrado deu ao Sinetram prazo de 24 horas, contado da intimação, para restabelecer o benefício, sob multa diária de R$ 50 mil, limitada inicialmente a R$ 1 milhão. Também determinou que Estado e Município não dificultem o cumprimento da ordem e viabilizem as condições técnicas necessárias, caso lhes caiba.

Para o juiz, divergências financeiras e administrativas entre os responsáveis pelo sistema não podem prejudicar os estudantes. A decisão considerou que o bloqueio das recargas configura, nessa análise inicial, prática abusiva e ameaça o acesso à educação na reta final do ano letivo. A ação foi instruída com requerimento coletivo subscrito por mais de 150 estudantes, após a suspensão das recargas em 2 de novembro.

A Prefeitura afirma que não se opõe à continuidade do passe livre, mas argumenta que a liminar não definiu quem deve pagar pelo serviço. Segundo a Procuradoria do Município, o convênio anterior terminou em maio de 2025, e a responsabilidade pelo transporte dos alunos da rede estadual permanece com o Estado. A manifestação também cita julgamento anterior do TJAM que, conforme relata, afastou a imposição automática ao Município dos custos dessa gratuidade.

Além de pedir que a obrigação de execução e custeio seja direcionada ao Estado, a Prefeitura quer deixar a condição de ré e atuar ao lado da Defensoria na ação. Solicita ainda a reunião do processo com outra demanda sobre o financiamento do benefício, em tramitação na 2ª Vara da Fazenda Pública.  

Processo nº 0341833-36.2026.8.04.1000

Leia mais

Prefeitura pede revisão de liminar do passe livre e cobra custeio do Estado

Após ordem para restabelecer recargas em Manaus, Município defende que Governo do Amazonas arque integralmente com o transporte dos alunos da rede estadual. A Prefeitura...

Maria do Carmo recorre ao TJAM para evitar eventual prisão após nova ordem de busca

Defesa da ex-candidata pede habeas corpus preventivo e alega ter colaborado com a investigação sobre o uso da imagem da filha adolescente de Omar...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Prefeitura pede revisão de liminar do passe livre e cobra custeio do Estado

Após ordem para restabelecer recargas em Manaus, Município defende que Governo do Amazonas arque integralmente com o transporte dos...

Dino marca audiência de conciliação sobre fim da escala 6×1

O ministro Flávio Dino, Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (5) convocar uma audiência de conciliação para tratar...

Maria do Carmo recorre ao TJAM para evitar eventual prisão após nova ordem de busca

Defesa da ex-candidata pede habeas corpus preventivo e alega ter colaborado com a investigação sobre o uso da imagem...

TSE altera entendimento sobre cota de gênero e mantém mandato

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quinta-feira (5), por 6 a 1, alterar um entendimento sobre...