Prazo para o TCE-AM anular ato de aposentadoria é de 5 anos, gerando decadência se ultrapassado

Prazo para o TCE-AM anular ato de aposentadoria é de 5 anos, gerando decadência se ultrapassado

Nos autos de Mandado de Segurança Cível impetrado pela Aposentada Raimundo Pires Guimarães o Tribunal de Justiça do Amazonas reviveu o Tema de Repercussão Geral que no Supremo Tribunal Federal recebeu o nº 445: Em atenção aos princípios da segurança jurídica e da confiança legítima, os Tribunais de Contas estão sujeitos ao prazo de 5 (cinco) anos para o julgamento da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma ou pensar, a contar da chegada do processo à respectiva Corte de Contas. Nos autos do processo 00002637-14.2015, o Tribunal de Contas do Estado do Amazonas foi indicado como autoridade coatora porque demorou mais de 05(cinco) anos, desde a chega do processo no órgão, para julgar a legalidade do ato de concessão inicial da aposentadoria da impetrante. Foi relator o Desembargador Abraham Peixoto Campos Filho.

A autora levou ao conhecimento do TJAM que era alvo de redução do valor de gratificação integrante de proventos, que fora sendo reduzida mês a mês, não sendo julgada nenhuma ilegalidade contra a aposentadoria concedida inicialmente pelo órgão de origem. O Tribunal decidiu conhecer da segurança, afastando de plano a decadência do direito do writ constitucional, pois cuidava-se de fato sucessivo, com redução mês a mês da gratificação, não se tratando de sua supressão, dai encontrar-se dentro do prazo legal de 120 dias para a propositura de Mandado de Segurança

Para o Tribunal, a redução de proventos do servidor público, após mais de 5 (cinco) anos sem apreciação do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas é juridicamente impossível, face aos princípios da segurança jurídica e da confiança que devem nortear as relações jurídicas. 

“No caso, observa-se que o TCE/AM demorou mais de 05 (cinco) anos, desde a chegada do processo no órgão, para julgar a legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma ou pensão, a contar da chega do processo no órgão, para julgar a legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria da Impetrante.”

Leia o acórdão

Loader Loading...
EAD Logo Taking too long?

Reload Reload document
| Open Open in new tab

Baixar arquivo

 

Leia mais

Justiça mantém sob monitoração eletrônica médico investigado por morte de recém-nascido no Amazonas

O juiz Odílio Pereira Costa Neto, da Vara Única de Eirunepé, manteve a monitoração eletrônica imposta ao médico Humberto Fuertes Estrada, investigado pela morte...

STF afasta cabimento de reclamação contra ato do CRM/AM que negou registro médico por revalidação

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, negou seguimento a reclamação constitucional ajuizada por médico formado em Cuba que buscava reverter ato do...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Em ação com a Interpol, PF prende em Dubai hacker do caso Banco Master

A Polícia Federal (PF) prendeu, no sábado (16) o hacker Victor Lima Sedlmaier, um dos investigados na Operação Compliance...

Justiça mantém sob monitoração eletrônica médico investigado por morte de recém-nascido no Amazonas

O juiz Odílio Pereira Costa Neto, da Vara Única de Eirunepé, manteve a monitoração eletrônica imposta ao médico Humberto...

STF afasta cabimento de reclamação contra ato do CRM/AM que negou registro médico por revalidação

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, negou seguimento a reclamação constitucional ajuizada por médico formado em Cuba...

STF mantém tese de que perda de cargo de promotor de justiça independe de trânsito penal

STF mantém possibilidade de perda de cargo de membro vitalício do MP sem prévia condenação penal definitiva. A Primeira Turma...