Juiz formaliza união de 154 casais no interior do Amazonas

Juiz formaliza união de 154 casais no interior do Amazonas

O juiz Rômulo Garcia Barros Silva, titular da 2.ª Vara da Comarca de Tefé (município distante 525 quilômetros de Manaus), presidiu na última sexta-feira (14/06) a cerimônia que formalizou a união civil de 154 casais, entre eles 3 casais de deficientes auditivos. A cerimônia aconteceu no Centro de Convivência do Idoso (CCI) do município e marcou a 1.ª edição do “Projeto Unidos pelo Matrimônio”, lançado pela Prefeitura de Tefé, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania.

O magistrado já realizou casamento coletivo indígena, na comunidade de Belém do Solimões (Tabatinga), com a tradução simultânea para a língua Ticuna, mas ainda não havia atuado com intérpretes de Libra.

“O evento foi realizado de maneira inclusiva e esta é uma preocupação que o Poder Judiciário vem reforçando diuturnamente, seguindo as diretrizes de atos normativos que integram os preceitos da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e da Lei de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei n.º 13.146/2015). Assim, buscamos atender às necessidades de cada um dos jurisdicionados, para que eles não somente participem formalmente desse tipo de celebração, mas de fato entendam tudo o que está sendo dito e celebrem o amor com a realização do casamento”, afirmou o magistrado.

A cerimônia foi traduzida em Libras por intérpretes locais. A intérprete de Libras Ruth Sousa ressaltou a importância da experiência de interpretar a cerimônia para três casais de surdos. “Para mim foi muito gratificante e emocionante porque Libras é a segunda língua mais falada no Brasil e acredito que é muito importante interpretar em eventos com amor e empatia pela comunidade surda e isso é de extrema importância para quem deseja ser profissional nessa área”, disse.

De acordo com a assessoria de imprensa do Município, o “Projeto Unidos pelo Matrimônio” propiciou aos casais diversos itens, incluindo vestido de noiva, alianças e buquê, com o apoio de instituições parceiras e doadores.

Fonte: TJAM

Leia mais

Precisa fazer o mínimo: Rever condenação sem provar que o processo terminou é inviável

A Justiça do Amazonas decidiu que não é possível revisar uma condenação criminal quando o próprio condenado não apresenta nem os documentos básicos do...

Aplicativos digitais em plano de celular não configuram venda casada sem prova de aumento na fatura

A Primeira Turma Recursal do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) manteve sentença que rejeitou pedido de indenização de uma consumidora contra a Claro...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Precisa fazer o mínimo: Rever condenação sem provar que o processo terminou é inviável

A Justiça do Amazonas decidiu que não é possível revisar uma condenação criminal quando o próprio condenado não apresenta...

Justiça mantém liminar contra revisão que poderia atingir aposentadorias e abonos de policiais

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) manteve a liminar que impede a execução de atos administrativos da...

Aplicativos digitais em plano de celular não configuram venda casada sem prova de aumento na fatura

A Primeira Turma Recursal do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) manteve sentença que rejeitou pedido de indenização de...

Dino pede sessão extra para analisar novos questionamentos sobre remuneração da magistratura

O ministro Flávio Dino, relator da Reclamação 88.319 no Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou ao presidente da Corte, ministro...