Investigação interna no STJ inclui novos elementos em caso de assédio

Investigação interna no STJ inclui novos elementos em caso de assédio

A investigação interna que apura denúncia de assédio atribuída ao ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, passou a considerar supostos novos fatos relatados no curso do procedimento.

Uma servidora terceirizada do Superior Tribunal de Justiça, como apurado pela imprensa, relatou ter sofrido episódios de assédio atribuídos ao ministro Marco Buzzi ao longo de quase três anos, entre 2023 e o final de 2025. Segundo informações encaminhadas à administração do Tribunal, o depoimento foi corroborado por ao menos dois servidores e acompanhado de gravações entregues para instrução preliminar do caso.

A transcrição das declarações foi distribuída aos ministros da Corte, o que antecedeu a decisão pelo afastamento cautelar do magistrado. A medida tem caráter preventivo e não representa juízo definitivo sobre os fatos, mas busca resguardar a apuração e a normalidade institucional.

O ministro nega as acusações. Em manifestação enviada a colegas, afirmou que provará sua inocência e declarou estar “muito impactado”, sustentando jamais ter adotado conduta que envergonhasse sua família ou maculasse a magistratura.

A denúncia descreve episódios ocorridos em diferentes espaços do gabinete, incluindo a sala do ministro, biblioteca, corredor e área de depósito. Diante da gravidade das alegações, a abertura de procedimento interno passou a tramitar sob reserva, conforme praxe em apurações dessa natureza.

Casos envolvendo integrantes de tribunais superiores exigem equilíbrio entre duas garantias fundamentais: a proteção de eventuais vítimas e a observância do contraditório e da ampla defesa. A forma como a instituição conduz a investigação tende a ser determinante para a preservação da credibilidade do Tribunal e para a confiança pública no sistema de Justiça.

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