Tutela de urgência para reajuste de benefícios previdenciários

Tutela de urgência para reajuste de benefícios previdenciários

O Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, negou provimento a recurso de agravo de instrumento do Estado que objetivou reverter decisão do juízo da 2ª. Vara da Fazenda Púbica, que concedeu tutela de urgência a favor de reajustamento de proventos de natureza previdenciária. Ainda em primeiro grau de jurisdição foi determinada a execução provisória da decisão com a execução do julgado.

Inconformado, o Estado recorreu, vindo o Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça, por meio do relator dos autos 4006084-63.2020,desembargador Jomar Fernandes, a garantir que é possível a execução da sentença proferida contra a Fazenda Pública por se cuidar de verba de natureza previdenciária.
Os fundamentos da irresignação do Estado contra a decisão abordaram que a sentença que tenha por objeto a liberação de recursos, inclusão em folha de pagamento, reclassificação, equiparação, concessão de aumento ou extensão de vantagens a servidores somente poderá ser executada após seu trânsito em julgado. O relator explicou que na hipótese dos autos, mostra-se plenamente cabível a propositura e execução provisória contra a Fazenda Pública Estadual para reajustar os proventos da exequente, porque em se tratando de benefício previdenciário, não possuem aplicabilidade as restrições previstas no Art.2º-B da Lei 9494/97. 

O conteúdo enfrentado pelo relator relaciona-se a ADC-4 (Ação Declaratória de Constitucionalidade) na qual o STF declarou a constitucionalidade do artigo 1º da Lei 9.494/97, que disciplinou a aplicação da tutela antecipada contra a Fazenda Púbica, declarando válidas as restrições previstas.

Não obstante, o próprio STF editou a Súmula 729, fundamentada por Jomar, onde se lê que “a decisão na ADC-$ não se aplica à antecipação de tutela em causas previdenciárias’.

O relator foi seguido à unanimidade de votos pelos demais desembargadores em Acórdão publicado no Diário de Justiça Eletrônico do TJAM em data de 11 de junho do corrente ano. 

 

Leia mais

Pagamento parcial de pensão não basta para afastar prisão por dívida alimentar

Ministro Humberto Martins, do STJ, rejeita habeas corpus em caso do Amazonas no qual a defesa alegou ter quitado 80% das parcelas cobradas. Ministro Humberto...

Locador indenizará inquilino por trocar fechaduras de imóvel para cobrar aluguéis atrasados

Relatora Carla Maria Santos dos Reis considerou que a retenção de equipamentos de trabalho comprometeu a subsistência do locatário; TJAM fixou reparação de R$...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Pagamento parcial de pensão não basta para afastar prisão por dívida alimentar

Ministro Humberto Martins, do STJ, rejeita habeas corpus em caso do Amazonas no qual a defesa alegou ter quitado...

Locador indenizará inquilino por trocar fechaduras de imóvel para cobrar aluguéis atrasados

Relatora Carla Maria Santos dos Reis considerou que a retenção de equipamentos de trabalho comprometeu a subsistência do locatário;...

Facebook deve indenizar advogada por suspender perfil profissional sem comprovar infração

Justiça determinou reativação da conta no Instagram e pagamento de R$ 5 mil; uso profissional não afastou proteção do...

“OAB da Medicina”: diploma não basta para atender pacientes

Nova lei exige desempenho mínimo no Enamed para obter registro profissional; regra vale para quem ingressou no curso a...