Defensorias divergem em ação sobre operações de destruição de balsas no Rio Madeira

Defensorias divergem em ação sobre operações de destruição de balsas no Rio Madeira

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região analisa recurso que revela divergências entre a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE/AM) e a Defensoria Pública da União (DPU) sobre as operações de combate ao garimpo ilegal no Rio Madeira, marcadas pela destruição de balsas com uso de explosivos.

No agravo de instrumento, a DPE/AM pede a suspensão imediata das explosões realizadas pela Polícia Federal e por órgãos ambientais. Alega que muitas balsas servem de moradia para famílias ribeirinhas e que a prática é desproporcional, gera danos ambientais colaterais e viola o devido processo legal. A Defensoria estadual também defende a competência delegada da Justiça Estadual para apreciar a demanda em comarcas sem vara federal.

Já a DPU, ao requerer ingresso como terceira interessada, pediu que seja desde logo negado seguimento ao recurso, por considerá-lo manifestamente inadmissível. A instituição sustentou a incompetência absoluta do juízo de origem e a ausência de legitimidade da Defensoria Estadual para propor ações coletivas contra a União, especialmente em nome próprio, conforme previsto no art. 14 da Lei Complementar nº 80/1994. Em caráter subsidiário, a DPU solicitou que eventual decisão sobre tutela recursal só seja tomada após manifestação de todas as partes envolvidas.

O caso reúne duas frentes de debate: de um lado, a legalidade e os impactos sociais e ambientais das operações de repressão ao garimpo; de outro, a definição de competências entre Justiça Federal e Estadual e a delimitação das atribuições institucionais de cada Defensoria Pública.

O recurso da Defensoria Pública do Amazonas foi inaugurado porque o Juiz Diego Brum Legaspe Barbosa, de Humaitá, negou atender a um pedido da DPE/AM  que havia requerido, cautelarmente, a proibição temporária da utilização de artefatos explosivos em operações realizadas na região do Rio Madeira, notadamente no Município de Humaitá/AM.

Leia mais

Plataforma de IA do TJAM passa a bloquear comandos ocultos em petições processuais

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) reforçou a segurança da plataforma de Inteligência Artificial “Arandu GPT”, utilizada por magistrados e servidores, com mecanismos...

OAB-AM anuncia construção de nova sede da Subseção de Manacapuru

A OAB Amazonas, sob gestão do presidente Jean Cleuter, garantiu mais um importante avanço para o fortalecimento da advocacia no interior do estado. O...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Ministério Público de São Paulo pede prisão do rapper Oruam

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) pediu a prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos...

Auditoria do STF pode preservar parte dos retroativos de magistrados e promotores

Retroativos de ATS, PAE e diferenças de subsídio podem sobreviver à auditoria do STF, indica documento enviado por CNJ...

Câmara aprova aumento de penas para crimes sexuais contra crianças e adolescentes

A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que aumenta as penas para vários crimes de natureza sexual previstos...

Rede de lojas indenizará trabalhadora vítima de racismo praticado por colega

Uma rede de lojas de materiais de construção indenizará em R$ 15 mil, por danos morais, uma ex-empregada que...