Defensoria quer o fim imediato da Operação Escudo em São Paulo

Defensoria quer o fim imediato da Operação Escudo em São Paulo

Sob o fundamento da primazia da dignidade da pessoa humana as Defensoras Públicas Fernanda Balera, Surrailly Youssef e Cecília Nascimento, da DPES -Defensoria Pública do Estado de São Paulo, pediram ao Governador Tarcísio de Freitas que determine o imediato fim da Operação Escudo ou que, no caso excepcional de entendimento contrário a essa possibilidade, que o Governo paulista apresente, por escrito, ao Ministério Público, todos os detalhes dos procedimentos executados. 

Paralelamente, a Defensoria Pública de SP presta atendimento e colhe relatos de vítimas e testemunhas de violência policial decorrente da operação em curso na cidade de Guarujá, no litoral paulista. 

O atendimento será prestado enquanto perdurar a operação, firmam as Defensoras responsáveis pela  Unidade Guarujá da Defensoria e pelo Núcleo Especializado de Cidadania e Direitos Humanos (NCDH), localizado na capital paulista.

Desde o ocorrido, a Defensoria, por meio de seu Núcleo Especializado de Cidadania e Direitos Humanos, acionado pela Ouvidoria da Polícia do Estado e por movimentos sociais, acompanha o caso e está colhendo informações, tendo enviado ofício à Secretaria de Segurança Pública solicitando esclarecimentos. 

No documento as defensoras lembram que a operação é considerada a segunda mais letal da história da Polícia Militar paulista –atrás apenas do massacre do Carandiru, com 111 vítimas.

As defensoras ainda solicitam o uso de câmeras corporais nos uniformes de todos os policiais militares e civis envolvidos na operação, para que as abordagens sejam capturadas e passem por controle pelas autoridades competentes.

  As Defensoras também pediram que o Ministério Público paulista instaure procedimento anônimo para investigação das mores causadas em decorrência de intervenção policial. O Secretário de Segurança Pública do Estado nega que a Operação contenha abusos ou práticas de tortura ou atos de execução, como alegado. 

Leia mais

IBAMA recorre ao STJ para tentar mudar decisão que manteve arara com a tutora

Ao manter provisoriamente uma arara-canindé com sua tutora, o desembargador federal Eduardo Martins, relator do caso no TRF1, destacou que a adquirente apresentou documentação...

TSE mantém teto de gastos de campanha; Amazonas terá limite de R$ 7,1 milhões

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu manter, para as eleições gerais de 2026, os mesmos limites de gastos de campanha fixados no pleito de...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Justiça do DF manda Virginia apagar publicidade irregular de bets

A Justiça do Distrito Federal determinou que a influenciadora digital Virginia Fonseca retire de suas redes sociais postagens de...

Projeto obriga agressor a pagar despesas de vítima que precisar mudar de imóvel

O Projeto de Lei 1217/26 obriga o agressor a ressarcir as despesas da vítima que precisar mudar de imóvel...

Loja é condenada a trocar celular com defeito e indenizar consumidor por negar nota fiscal

O Juizado Especial Cível da Comarca de Assú (RN) condenou uma loja de acessórios para celulares a substituir um...

Usuária será indenizada em R$ 4 mil após exclusão indevida de conta em aplicativo

O 4° Juizado Especial Cível, Criminal e da Fazenda Pública da Comarca de Parnamirim (RN) condenou uma plataforma digital...