Caso Djidja: Juíza rejeita excesso de prazo em processo que apura tráfico de drogas e mantém prisões

Caso Djidja: Juíza rejeita excesso de prazo em processo que apura tráfico de drogas e mantém prisões

A juíza Roseane do Vale Cavalcante Jacinto rejeitou preliminares de nulidade em processo que apura tráfico de drogas, afastando alegações de quebra da cadeia de custódia e de nulidade da audiência de instrução, cuja validade já havia sido preservada por acórdão do Tribunal de Justiça do Amazonas.

No mesmo ato, indeferiu pedido de remessa do caso à Corregedoria da Polícia Civil, ao afirmar que o controle externo da atividade policial cabe ao Ministério Público e que não houve demonstração de prejuízo processual. A defesa havia levantado a tese de que as diligências da polícia, na apuração do caso, teriam sido irregulares. 

A Justiça do Amazonas rejeitou os pedidos de reconhecimento de excesso de prazo e manteve as prisões preventivas no processo que apura suposto tráfico de drogas e outras condutas associadas no chamado caso Djidja.

A decisão foi proferida pela juíza Roseane do Vale Cavalcante Jacinto, titular da 3ª Vara de Entorpecentes da Comarca de Manaus.

Ao analisar requerimentos apresentados pelas defesas, a magistrada destacou que a aferição de excesso de prazo não se faz por mera contagem aritmética, devendo observar critérios de razoabilidade e as particularidades do caso concreto. Segundo a decisão, a pluralidade de réus, a complexidade da investigação e o volume de provas afastam a alegação de constrangimento ilegal.

Tiveram a prisão preventiva mantida os réus Ademar Farias Cardoso Neto, Cleusimar de Jesus Cardoso, Hatus Moraes Silveira, José Máximo Silva de Oliveira e Sávio Soares Pereira. Em relação a eles, o juízo entendeu estarem presentes os requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal, especialmente a necessidade de garantia da ordem pública e o risco de reiteração delitiva.

A ré Verônica da Costa Seixas, que responde ao processo em liberdade provisória, teve mantidas as medidas cautelares, inclusive a monitoração eletrônica. A magistrada ressaltou que a anulação de sentença anterior não implica revogação automática das cautelares já impostas, devendo estas ser reavaliadas à luz do quadro fático-processual, o que, no caso, não recomendou sua revogação.

A ação penal é movida pelo Ministério Público do Estado do Amazonas, que se manifestou pelo indeferimento dos pedidos de soltura. O processo segue em fase avançada, pendente apenas da apresentação de alegações finais pelas defesas, após o que será proferida nova sentença.

Processo n. 0508159-44.2024.8.04.0001

Leia mais

Ainda que a punição por improbidade dolosa esteja prescrita, o dever de reparar o dano permanece

Sentença da Justiça Federal no Amazonas manteve ressarcimento de R$ 3,5 milhões mesmo após reconhecer prescrição das sanções contra ex-gestor; decisão está sob recurso...

Banco não pode alegar descuido de cliente para negar devolução quando falha na prevenção de golpe

Juíza Irlena Leal Benchimol reconheceu falha na segurança do Bradesco, mas considerou que a correntista também contribuiu para o golpe. Uma correntista enganada por um...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Comissão aprova atendimento virtual 24 horas a mulheres vítimas de violência

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1292/26, que...

Comissão aprova projeto que prevê apoio a profissionais da educação vítimas de violência

A Comissão de Cultura aprovou o Projeto de Lei 7114/25, que cria o Programa Nacional de Apoio Jurídico, Psicológico...

Comissão aprova dispensa de custas processuais para medidas protetivas da Lei Maria da Penha

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher aprovou o Projeto de Lei 2863/26 prevê a isenção de custas...

Justiça suspende decisão que liberou o funcionamento de três bets

A segunda instância da Justiça Federal em São Paulo derrubou na sexta-feira (6) a liminar que autorizou o funcionamento...