Advogado informa direito seletivo ao silêncio do réu e audiência acaba em gritaria e confusão em SP

Advogado informa direito seletivo ao silêncio do réu e audiência acaba em gritaria e confusão em SP

Em tempos de audiências virtuais, mais um vídeo circula pelas redes sociais e mostra uma calorosa discussão entre juíza, promotor e advogado de defesa que ocorreu no dia (24/08), em audiência virtual realizada no município de Rio Preto/SP, pela 1ª Vara Criminal da Comarca. A juíza Luciana Cassiano Zamperlini Cochito mostrou-se perplexa e inconformada com o advogado Ruy de Toledo Arruda Neto, durante a realização da audiência, porque o defensor informou à juíza que o seu cliente usaria a recente decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que permite ao réu, a opção de não responder nenhuma pergunta, a todas, ou somente as formuladas pela defesa.

A decisão do STJ em julgamento de HC 703.978 levantada pelo advogado, destaca que a lei não traz a previsão de encerramento do interrogatório sem que a defesa possa fazer as perguntas, caso o réu opte por exercer o silêncio parcial. Na decisão, o relator Olindo menezes, explica “A letra da lei é clara ao dizer que serão formuladas perguntas, às quais o réu pode ou não responder. Significa que o interrogatório, como meio de defesa, permite a possibilidade de responder a todas, nenhuma ou a algumas perguntas direcionadas ao acusado, que tem direito de poder escolher a estratégia que melhor lhe aprouver”.

Inconformada, a juíza esbravejou “Então cê faz o que o senhor quiser doutor, eu acho isso uma palhaçada que o STJ inventou e eu acho que se ele quer ficar em silêncio, ele tem mais é que ficar, agora essa palhaçada de cindir o interrogatório…. Eu me recuso. Palhaçada que é isso. O que ele falar eu vou desconsiderar”.

Em seguida, a juíza pede que o promotor Sérgio Acayaba de Toledo prossiga com as perguntas ao réu, mas logo o advogado interrompe com o alerta “Pela lei de abuso de autoridade, se o promotor insistir em perguntar estará cometendo crime. Ele vai insistir nas perguntas?”

O promotor responde que a pergunta pode ser feita, e o réu pode dizer que não irá responder. Em seguida pede que o advogado tenha respeito. E já com os nervos à flor da pele, o advogado manda o promotor calar a boca. Gritaria e confusão marca a audiência de todos os lados.

Assista o vídeo:

Leia mais

Banco perde recurso após ignorar precedente obrigatório sobre cartão consignado no TJAM

Segundo o relator, a instituição não contestou a aplicação do precedente obrigatório que embasou a decisão de primeiro grau, limitando-se a repetir argumentos genéricos...

Recusa injustificada em desfazer contrato de imóvel e restituir valores gera dever de indenizar

A manifestação de desistência de contrato de promessa de compra e venda de terreno, comunicada pelo comprador à vendedora, seguida da recusa injustificada desta...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Trabalho autônomo comprovado permite remição de pena, decide tribunal

A atividade laboral exercida de forma autônoma pode ser reconhecida para fins de remição da pena, desde que haja...

Banco perde recurso após ignorar precedente obrigatório sobre cartão consignado no TJAM

Segundo o relator, a instituição não contestou a aplicação do precedente obrigatório que embasou a decisão de primeiro grau,...

Recusa injustificada em desfazer contrato de imóvel e restituir valores gera dever de indenizar

A manifestação de desistência de contrato de promessa de compra e venda de terreno, comunicada pelo comprador à vendedora,...

Justiça mantém obrigação do Estado de fornecer medicamento de alto custo para doença rara

O fornecimento de medicamento não incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) é possível quando demonstrados, de forma cumulativa,...