A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (17) nova fase da Operação Sem Desconto para aprofundar investigações sobre fraudes em benefícios previdenciários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A medida foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
Ao todo, estão sendo cumpridos dois mandados de prisão e 19 de busca e apreensão, em diligências realizadas no Distrito Federal e no Ceará. A operação — denominada Indébito — conta com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e busca apurar a inserção de dados falsos em sistemas oficiais, estelionato previdenciário e organização criminosa.
Segundo a Polícia Federal, as investigações constituem desdobramento da Operação Sem Desconto, que revelou um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. O prejuízo estimado aos segurados do INSS pode chegar a R$ 6,3 bilhões entre os anos de 2019 e 2024.
Entre as medidas cautelares autorizadas, foi determinada a utilização de tornozeleira eletrônica por uma parlamentar federal investigada no caso. Também foram presos dois suspeitos apontados como operadores do esquema, ligados a entidades associativas que realizavam descontos diretamente nos benefícios previdenciários.
De acordo com a Polícia Federal, a nova fase busca aprofundar a apuração sobre a estrutura financeira e operacional do grupo investigado, incluindo possíveis mecanismos de ocultação e movimentação de recursos provenientes das fraudes.
STF autoriza nova fase de operação da PF sobre fraudes em benefícios do INSS
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