Comissão aprova nova política de prevenção à violência contra pessoas idosas

Comissão aprova nova política de prevenção à violência contra pessoas idosas

A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados aprovou proposta que institui a Política Nacional de Prevenção da Violência contra a Pessoa Idosa. O texto também cria um canal gratuito e ininterrupto para receber denúncias.

A comissão aprovou a versão do relator, deputado Weliton Prado (PSD-MG), que reuniu o Projeto de Lei 6201/25, do deputado Helio Lopes (PL-RJ), e o Projeto de Lei 6346/25, do deputado Amom Mandel (Republicanos-AM).

De acordo com Weliton Prado, a medida tem grande “relevância social, pois tira da invisibilidade situações de violência contra pessoas idosas e estabelece um mecanismo para encaminhamento de casos denunciados”.

ATUAÇÃO ARTICULADA

O texto aprovado estabelece uma política nacional abrangente com a atuação articulada e integrada entre os sistemas públicos de saúde (SUS), assistência social (Suas), segurança pública e direitos humanos.

O substitutivo prevê ainda:

  • a criação de um sistema de alerta precoce para notificar e acompanhar casos suspeitos ou confirmados de violência; e
  • a capacitação de profissionais das redes públicas de atendimento.

CANAL DE DENÚNCIAS

O novo texto mantém a criação do Canal Nacional de Denúncias de Violência contra a Pessoa Idosa, com funcionamento gratuito e ininterrupto.

A nova redação detalha como será o atendimento:

  • as denúncias recebidas deverão ter resposta inicial em até 24 horas;
  • o denunciante terá o anonimato garantido; e
  • uma equipe multiprofissional deverá acompanhar os casos denunciados.

O substitutivo também altera o Estatuto da Pessoa Idosa para determinar que o número telefônico destinado a atender essas denúncias seja gratuito e composto de apenas três dígitos.

Segundo Weliton Prado, embora já exista o Disque 100 (Disque Direitos Humanos), “a criação de um canal nacional de denúncias de violência contra pessoas idosas garantirá maior celeridade e especialização no encaminhamento dos casos”.

PRÓXIMOS PASSOS

A proposta tramita em caráter conclusivo e seguirá para análise das comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, precisa ser aprovada pelos deputados e pelos senadores.

senadores.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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