Cárcere Privado de paciente em hospital será investigado pela Polícia do Rio de Janeiro

Cárcere Privado de paciente em hospital será investigado pela Polícia do Rio de Janeiro

Seguem as investigações pela Polícia Civil do Rio de Janeiro sobre as circunstâncias de um possível cárcere privado dentro de centro cirúrgico do Hospital Santa Branca, em Duque de Caxias, onde se mantinha uma mulher depois que ela teve complicações pós cirúrgicas decorrentes de uma abdominoplastia realizada pelo médico equatoriano Bolívar Guerrero Silva, que se encontra preso.  O impasse jurídico penal se encerra no debate de que a paciente teria tentado se transferir para outro hospital, mas o cirurgião dificultou a transferência. O hospital, em nota, nega a ocorrência do crime. 

A família informou à Polícia que a paciente se submeteu a uma abdominoplastia- plástica no abdômen- em março deste ano com o cirurgião, porém, alguns dias depois da cirurgia, com muitas dores insuportáveis, a paciente voltou a procurar o médico. De então, a mulher passou a ser submetida a vários outros procedimentos. 

Os policiais narraram que tiveram dificuldade de acesso à paciente, porém, ao cumprirem a diligência de acordo com os mandamentos legais, detectaram as péssimas condições em que a paciente de 35 anos se encontrava. Com dificuldade, Daiana declarou que não conseguia sair do hospital. A autoridade que comanda o inquérito declarou que a barriga da paciente estava necrosada. 

O inquérito continua, com a prisão do médico, suspensão temporária de seu registro profissional, mandados de busca e apreensão de documentos, prontuários e outras medidas de natureza processual penal. A se comprovar o crime, a pena varia entre 2 a cinco anos de reclusão, com previsão no artigo 148, §1º do Código Penal. Comprovado grave sofrimento físico e mental a pena poderá resultar entre dois a oito anos. Possivelmente o inquérito averiguará, também, a incidência de crime de maus tratos. 

O núcleo do tipo penal é privar alguém de sua liberdade, mediante sequestro ou cárcere privado. A paciente deu informações de que não se manteve livre para sair do hospital, revelando, de início, que fora mantida em recinto fechado, sem a possibilidade dele se afstar. 

 

 

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