Após rejeição de Messias, Movimento defende indicação de mulher ao STF

Após rejeição de Messias, Movimento defende indicação de mulher ao STF

O Movimento Nacional pela Paridade no Judiciário divulgou nota pública na qual defende que a próxima indicação ao Supremo Tribunal Federal seja destinada a uma mulher, preferencialmente negra, como forma de enfrentar a sub-representação feminina na Corte.

No documento, o grupo afirma que a abertura de nova vaga no tribunal representa oportunidade para promover “reparo histórico” na composição da Corte. Atualmente, segundo a manifestação, apenas a ministra Cármen Lúcia integra o STF entre os 11 membros, o que colocaria o Brasil abaixo da média global e entre os países com menor participação feminina em tribunais superiores na América Latina e Caribe.

O movimento também destaca que mulheres negras ainda não ocuparam assento em tribunais superiores no país, o que, segundo a entidade, evidencia a necessidade de políticas de nomeação mais inclusivas.

A nota sustenta que a ampliação da diversidade no Judiciário não se limita à representatividade, mas envolve a incorporação de diferentes perspectivas e experiências, com impacto na legitimidade institucional e na construção de uma Justiça mais alinhada à pluralidade social.

Dirigida ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a manifestação solicita que seja considerada a indicação de uma mulher para a vaga em aberto no STF, apontando que a medida teria relevância institucional e simbólica no contexto da promoção da igualdade de gênero e raça.

O Movimento Nacional pela Paridade no Judiciário afirma atuar de forma apartidária e defende a ampliação da participação feminina e racialmente diversa nas instâncias de poder do Judiciário, em consonância com princípios constitucionais de igualdade e direitos fundamentais.

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