Amazonas implanta mapeamento de terreiros de mapeamento de religião de matriz africana

Amazonas implanta mapeamento de terreiros de mapeamento de religião de matriz africana

O Amazonas, estado conhecido por sua rica diversidade cultural e religiosa, está dando passos significativos para garantir a inclusão e proteção dos direitos fundamentais de todas as comunidades, com especial atenção para os terreiros de religiões de matriz africana.

Secretaria especializada do Estado iniciou um trabalho de mapeamento desses espaços religiosos, visando traçar políticas públicas que promovam a igualdade e combatam a discriminação racial e a intolerância religiosa.

O Papel da Gerência de Promoção de Igualdade Racial (GPIR)
Esse importante trabalho é conduzido pela Gerência de Promoção de Igualdade Racial (GPIR) da Sejusc, que tem como missão elaborar e coordenar políticas públicas que atendam às necessidades específicas das comunidades religiosas e raciais.

Camila Reis, gerente da GPIR, destaca que a ação é essencial para promover justiça social e valorizar a diversidade cultural e religiosa do estado. “Entendemos que, enquanto Estado, temos o dever de fortalecer as políticas de inclusão e direitos humanos, demonstrando um compromisso com a pluralidade e o respeito às diferenças”, afirma Camila.

Direitos Fundamentais e a Diversidade Religiosa
O mapeamento dos terreiros não é apenas uma questão de reconhecimento cultural, mas também de garantia de direitos fundamentais, como a liberdade religiosa e o direito à igualdade. 

A Constituição Federal de 1988 assegura a todos o direito de professar sua fé, sem discriminação de qualquer natureza. No entanto, na prática, comunidades de religiões de matriz africana ainda enfrentam desafios significativos, como preconceito e intolerância. A iniciativa do Sejusc busca enfrentar essas questões de forma proativa, promovendo um ambiente de respeito e inclusão.

Participação e Desafios
Até o momento, cerca de 65 terreiros responderam ao questionário de mapeamento, mas estima-se que existam mais de 200 só em Manaus. A meta é alcançar pelo menos 90% desses espaços, garantindo que as políticas públicas sejam representativas e inclusivas. “É através das informações fornecidas que se pode identificar as reais necessidades e desafios enfrentados, além de reconhecer as valiosas contribuições desses espaços para a sociedade”, observa Camila Reis.

Importância do Diálogo e da Colaboração
O objetivo do mapeamento é a construção de um diálogo com comunidades religiosas, assegurando que suas vozes sejam ouvidas e consideradas nas decisões governamentais. Esse diálogo é fundamental para a elaboração de políticas públicas, em harmonia com a diversidade cultural e religoosa. 
Com informações Sejusc
 

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