A Promotoria de Justiça de Combate à Violência Doméstica de Campinas obteve, nesta quarta-feira (25/3), a condenação de um homem que cometeu abusos sexuais contra a própria filha repetidas vezes. Os crimes ocorreram entre 2018 e 2021, quando a vítima tinha entre 11 e 14 anos, e resultaram na gravidez da menina. Pela prática de estupros de vulnerável, qualificados pela relação de parentesco e considerando a gestação como causa de aumento de pena, o magistrado Paulo Henrique Aduan Correia fixou a sentença em 30 anos de prisão em regime inicial fechado.
De acordo com a decisão judicial, os abusos começaram por meio de atos libidinosos, evoluindo posteriormente para conjunção carnal, com episódios frequentes dentro da residência da família. Segundo a denúncia oferecida pela promotora Marianny Bittencourt, a vítima relatou que era coagida pelo pai. Ele se aproveitava de momentos em que ficava sozinho com a menina para cometer os crimes. Ainda conforme os relatos, as agressões se intensificaram após a morte da mãe.
Os promotores Rafael Beluci e Anna Rubia Nogueira de Santana também atuaram no caso.
Com informações do MPSP
