Filho que matou a própria mãe em Manaus é condenado a 27 anos de prisão

Filho que matou a própria mãe em Manaus é condenado a 27 anos de prisão

Joel dos Santos Ferreira, de 40 anos, foi condenado a 27 anos e nove meses de prisão pelo feminicídio da própria mãe, Cleia Auzier dos Santos, em Manaus. O crime ocorreu em novembro de 2022, quando, sob efeito de álcool e drogas, ele a agrediu e quebrou seu pescoço.

Segundo a denúncia, no dia 23 de novembro de 2022, por volta das 4h da manhã, na Rua Arinayé, Conjunto Mundo Novo, Cidade Nova, em Manaus, o filho, sob efeito de álcool e drogas, tentou entrar em sua residência, mas foi impedido pela mãe. Diante da negativa, ele arrombou a porta e iniciou uma discussão.

Durante o desentendimento, Cleia começou a gritar por socorro: “ladrão, ladrão”, momento em que foi violentamente agredida pelo filho, recebendo um soco no rosto. Com o impacto, caiu e bateu a cabeça em pedaços de madeira espalhados pela casa, que passava por reforma, e para se certificar de que ela estava morta, Joel quebrou o seu pescoço com as mãos. Após cometer o crime, ele foi dormir e, ao acordar, enrolou o corpo da vítima em uma rede, colocou-o em um carrinho de mão e o transportou até um terreno próximo da residência, onde tentou ocultá-lo.

No plenário, após a oitiva das testemunhas e o interrogatório do réu, que confessou o crime, iniciaram-se os debates. O representante do Ministério Público defendeu a condenação de Joel conforme os termos da denúncia, enquanto a defesa solicitou a retirada da qualificadora de motivo fútil e a redução da pena devido à confissão.

Após a decisão dos jurados, que consideraram o réu culpado, ele foi condenado por homicídio qualificado, com agravantes de feminicídio, violência doméstica e por a vítima ter mais de 60 anos. A pena foi fixada em 27 anos e nove meses de prisão, em regime fechado. Como o réu já estava preso preventivamente, o juiz determinou o cumprimento imediato da pena, cabendo recurso.

A sessão do Tribunal do Júri foi presidida pelo juiz Diego Daniel Dal Bosco. O Ministério Público foi representado pelo promotor de Justiça Marcelo Bitarães de Souza Barros, com assistência de acusação da advogada Eduarda Kelly Assunção Furtado. A defesa de Joel ficou a cargo do defensor público Rafael Albuquerque Maia.

Com informações do TJAM

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