Plataforma digital deve pagar indenização em R$ 4 mil após desativar conta de usuário em rede social

Plataforma digital deve pagar indenização em R$ 4 mil após desativar conta de usuário em rede social

A Justiça potiguar condenou uma plataforma digital por bloquear, de forma indevida, a conta da rede social de um usuário. Diante disso, a juíza Sulamita Bezerra Pacheco, do 12° Juizado Especial Cível da Comarca de Natal, determinou que a empresa reative o perfil da parte autora em até cinco dias, sob pena de multa no valor de R$ 2.500,00, além de pagar indenização por danos morais na quantia de R$ 4 mil.
Conforme narrado, o autor teve sua conta bloqueada e posteriormente desabilitada sem qualquer aviso prévio, prejudicando suas atividades profissionais, visto que a utiliza como ferramenta essencial de comunicação e interação com seus clientes e colegas de profissão. Afirma que o bloqueio ocorreu de forma abrupta, sem que o usuário tivesse a oportunidade de entender as razões para tal medida ou de corrigir eventuais condutas caso existentes.
Afirma, além disso, ter tentado entrar em contato com o suporte da plataforma, buscando esclarecimentos sobre o ocorrido e solicitando a reativação de sua conta, contudo a ré respondeu de forma genérica, informando que caso o autor quisesse poderia fazer uma apelação ao logar no aplicativo e seguir as instruções. Entretanto, ao acessar o aplicativo, a única opção disponível é o botão de sair. Expõe, ainda, que o bloqueio foi realizado sem que houvesse qualquer indicação de violação dos termos de uso da rede social.
A plataforma digital, por sua vez, afirma que, de acordo com as informações do provedor de aplicações da rede social, a conta do usuário foi temporariamente indisponibilizada para verificação de eventual violação às políticas da plataforma por idade, mas que se encontrava atualmente ativa, o que poderia ser constatado mediante simples consulta pública por meio de navegador de internet.
Ao analisar o caso, a magistrada destaca não existir nos autos qualquer comprovação de que o usuário tenha descumprido regra específica dos termos de serviço que justificasse o banimento da conta. “A empresa limitou-se a alegar, de forma genérica, a violação dos termos de uso pelo usuário, sem, contudo, apresentar documentos ou elementos concretos que comprovassem tal infração. Em outros termos, não há no caderno processual documento apto a comprovar a efetiva violação do autor a política da plataforma”, esclarece.
Reconhecido o ato ilícito praticado pela empresa, a juíza passou a analisar o pleito de indenização por danos morais, ressaltando que a responsabilidade pelo fato do serviço é objetiva, como preceitua o disposto no art. 14 do Código de Defesa do Consumidor. “Restou demonstrado no presente processo diante do descaso da parte ré em resolver a situação danosa ao consumidor, e, por isso, a situação excede o mero dissabor, mormente se considerado que o autor utilizava sua conta para divulgação profissional”.
Com informações do TJ-RN

Leia mais

Dino dá 10 dias para Amazonas comprovar ações contra queimadas

Ministro do STF exige relatório com documentos das medidas em execução e determina conclusão da adesão ao sistema nacional de informações sobre o fogo...

Justiça declara irregular uso automático de algemas e manda Estado indenizar preso no Amazonas

Juiz Manoel Átila Araripe Autran Nunes fixou reparação de R$ 5 mil a advogado e considerou que protocolo de segurança não substitui justificativa individual...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Dino dá 10 dias para Amazonas comprovar ações contra queimadas

Ministro do STF exige relatório com documentos das medidas em execução e determina conclusão da adesão ao sistema nacional...

Justiça declara irregular uso automático de algemas e manda Estado indenizar preso no Amazonas

Juiz Manoel Átila Araripe Autran Nunes fixou reparação de R$ 5 mil a advogado e considerou que protocolo de...

Juiz manda banco indenizar idosa que usou benefício para cobrir débitos causados por fraude

Aposentada usa renda para cobrir cheque especial tomado por golpistas e banco é condenado no Amazonas.  Juiz Francisco Carlos...

Plano deve custear especialista infantil fora da rede quando não oferece profissional habilitado

Sentença obriga Unimed Rio Branco a garantir acompanhamento com pneumologista pediátrico e pagar R$ 10 mil por danos morais. A...