Defesa da democracia e dos cofres públicos marca primeiro semestre da AGU em 2023

Defesa da democracia e dos cofres públicos marca primeiro semestre da AGU em 2023

O primeiro semestre de 2023 na Advocacia-Geral da União (AGU) foi marcado por um conjunto de ações na Justiça e fora dela para defender a democracia brasileira e os cofres públicos. Até o momento, por exemplo, a instituição moveu sete ações contra envolvidos nos atos antidemocráticos que resultaram na depredação dos prédios da Praça dos Três Poderes, em Brasília. Além disso, elaborou parecer com o entendimento de que empresas envolvidas nos atos podem ser declaradas inidôneas para contratar com a administração pública e pediu a abertura de processos administrativos disciplinares contra servidores envolvidos nos atos. Adicionalmente, notificou estados e municípios sobre a existência de agentes dos entes federativos na lista de processados pela AGU, recomendando a tomada de providências cabíveis.

A Advocacia-Geral também criou e regulamentou o funcionamento da Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia (PNDD), que já promoveu as primeiras ações judiciais e medidas extrajudiciais para preservar a integridade de políticas públicas e a atuação de agentes públicos contra desinformações divulgadas de forma deliberada.

Cofres públicos

A instituição também esteve comprometida com o esforço que o governo federal está fazendo para sanar as contas públicas de modo sustentável, com a preservação de investimentos nas políticas públicas. Nos tribunais, a AGU obteve êxitos em julgamentos envolvendo discussões tributárias e pagamentos a servidores que poderiam causar um impacto de pelo menos R$ 286 bilhões aos cofres públicos. Além disso,  tem atuado no Supremo Tribunal Federal para que a União exerça na Eletrobras poder de decisão proporcional ao capital público investido na empresa, o que não tem ocorrido desde a privatização da empresa.

“A AGU está comprometida com a defesa dos interesses da União e das agendas prioritárias do país. Para isso, não tem medido esforços para dar à administração pública o suporte jurídico necessário ao momento de reconstrução que vivemos”, assinala o advogado-geral da União, Jorge Messias. “Sabemos que, em última instância, é o bem estar da população e sua capacidade de fazer escolhas que protegemos quando preservamos recursos públicos necessários às políticas públicas e defendemos a integridade da ordem democrática”, completa.

Meio Ambiente

Outra área que a AGU atuou de forma emblemática no primeiro semestre do ano foi o meio ambiente. A instituição elaborou pareceres que rejeitaram a prescrição de multas ambientais e permitiram a continuidade da cobrança de R$ 29 bilhões de infratores ambientais. Também criou uma equipe especializada para atuar na proteção dos biomas brasileiros. No Dia Mundial do Meio Ambiente, em junho, ingressou com 765 ações judiciais para cobrar R$ 628 milhões de infratores.

Ainda na área ambiental, moveu processo para cobrar R$ 322 milhões de empresas que abandonaram no mar o casco do antigo porta-aviões vendido à um grupo empresarial pela marinha do Brasil. A Instituição alterou entendimento sobre a aplicação do Código Florestal para reforçar a proteção da Mata Atlântica e demonstrou, no Supremo Tribunal Federal, que houve uma guinada contra o desmonte das políticas ambientais promovido pelo governo anterior. Por fim, ainda celebrou acordo com o Ibama para aprimorar a cobrança de multas ambientais, e liderou a cooperação com procuradorias de outros países na área ambiental.

Suporte jurídico

No primeiro semestre, a Advocacia-Geral procurou aproximar sua consultoria jurídica dos gestores públicos federais responsáveis pelas políticas públicas que beneficiam diretamente o cidadão, implantando projeto de assessoramento jurídico personalizado. A instituição participou ativamente, por exemplo, da criação de novos instrumentos jurídicos que serão utilizados no fomento da cultura nacional, além de elaborar um guia inovador que facilitará contratações públicas em todo o país. Além disso, para aprimorar os serviços jurídicos prestados à administração pública e à sociedade, deu início ao uso de inteligência artificial nos seus processos de trabalho.

Redução da litigiosidade e ambiente de negócios

A instituição também procurou contribuir com os esforços de redução da litigiosidade, adotando uma nova postura de cooperação com outros entes federativos e tribunais. Tudo isso sem abrir mão de aprimorar normas que impactam o ambiente de negócios do país e do papel de conferir segurança jurídica a investimentos necessários ao desenvolvimento do país.

Paz e direitos humanos

Por fim, a atuação da instituição no período também foi marcada pelo apoio à agenda de direitos humanos e pelo compromisso com um país mais inclusivo, com participação em casos relevantes envolvendo quilombolas, indígenas e vítimas da violência, seja ela doméstica, do Estado, do trabalho escravo ou generalizada.

Com informações da AGU

Leia mais

Sem continuidade, contribuições antigas ao INSS não garantem a condição de segurado nem a pensão

A Justiça Federal no Amazonas julgou improcedente o pedido de concessão de pensão por morte formulado contra o INSS ao concluir que o instituidor...

Intimação em plenário do júri marca o início do prazo recursal e afasta liminar em habeas corpus

A presença da defesa técnica em sessão do Tribunal do Júri, com a leitura da sentença ao final dos trabalhos, configura forma válida de...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Adicional de periculosidade para motociclistas dispensa regulamentação prévia

17/4/2026 - O Tribunal Superior do Trabalho (TST) definiu, nesta sexta-feira (17), em julgamento de incidente de recursos repetitivos (Tema...

Acúmulo de funções assegura a policial civil diferenças de 13º e terço de férias

O 4º Juizado da Fazenda Pública da Comarca de Natal condenou o Estado do Rio Grande do Norte a...

Operação policial deixa visitantes “ilhados” em cartão-postal do Rio

Cerca de 200 pessoas ficaram presas no início da manhã desta segunda-feira (20) no alto do Morro Dois Irmãos, ponto...

Monique Medeiros se entrega à polícia e volta a ser presa

Processada pelo homicídio do filho, Henry Borel, Monique Medeiros da Costa e Silva se entregou à polícia nesta segunda-feira...