Advogado pede alvará de soltura para presos por tráfico de maconha e STJ indefere liminarmente

Advogado pede alvará de soltura para presos por tráfico de maconha e STJ indefere liminarmente

O Ministro Sebastião Reis, do Superior Tribunal de Justiça, negou pedido de habeas corpus coletivo impetrado pelo Advogado Júlio César Carminati Simões, do Espírito Santo. A ação trouxe para o polo processual passivo todos os Juízos Federais e Estaduais, e os Ministérios Públicos Federal e Estadual de todo  o país. A ação pediu ordem de soltura em prol de todas as pessoas que se encontram presas em razão do que denominou de ilegal classificação da planta Cannabis Sativum contidas na lista de substâncias proibidas da Anvisa.

Para o impetrante há uma inclusão da planta cannabis no rol de substâncias proibidas, sem fundamento legal válido para o seu motivo determinante, o qual não possui respaldo legal no corpo de decreto federal, maculando o princípio da legalidade. Contesta, ainda, a criminalização do consumo da maconha, sustentando em suma, a ausência de tipicidade material , dada a inexistência de perigo abstrato decorrente da maconha, bem como a excludente de tipicidade material do consumo com base no principio da desvalorização da conduta. 

O habeas corpus pediu que fosse expedido com urgência alvarás de soltura correspondentes, com a expedição de ofício às autoridades coatoras do judiciário, tal como elencadas dentro do contexto noticiado. O habeas corpus foi negado, com base na própria ilegitimidade do impetrante. 

Como já determinou o Supremo Tribunal Federal quem tem legitimidade para para propor Habeas Corpus Coletivo, por analogia, com fulcro no artigo 12 da Lei 13.300/2016, é o Ministério Público; o partido político com representação no Congresso Nacional; a organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos 1 ano e a Defensoria Pública. O Habeas Corpus foi liminarmente indeferido. 

HC nº750509 DF/2022

 

Leia mais

Mulher é condenada a 24 anos por homicídio de companheiro e tentativa contra a filha da vítima em Manaus

Em sessão de júri popular realizada na quinta-feira (23/4), o Conselho de Sentença da 2.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus...

Após posse, novos magistrados do TJAM começam curso intensivo de formação

Os  23 novos juízes substitutos de carreira empossados pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) no último dia 13/4, participaram nesta segunda-feira (27) da...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Drogaria que oferecia apenas um banco a equipe que trabalhava em pé deverá indenizar trabalhadora gestante

A falta de assentos adequados para descanso de empregados que trabalham em pé pode configurar  dano moral. Com esse...

Banco é condenado a indenizar marido de empregada por despesas com cirurgia cardíaca em plano de saúde

O juiz Evandro Luis Urnau, da 3ª Vara do Trabalho de Passo Fundo, condenou um banco a indenizar o...

Plano de saúde não pode suspender terapias de criança autista por conflito com clínica

A 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) decidiu, por unanimidade, que conflitos...

TJRN mantém nulidade de assembleia que instituiu condomínio sem licenças legais

A 3ª Câmara Cível do TJRN não deu provimento ao recurso, movido por uma empresa incorporadora, contra decisão que...