Filha demitida pelo pai por criticar Bolsonaro em rede social deve ser indenizada em R$123 mil

Filha demitida pelo pai por criticar Bolsonaro em rede social deve ser indenizada em R$123 mil

Foto: Reprodução Rede Social

O Tribunal Regional do Trabalho do Amapá determinou à empresa Grupo popular, o pagamento por danos morais no valor de R$123,8 mil à Brunna Letícia Venancio, tatuadora, filha de um dos sócios da empresa, demitida em setembro de 2021, por fazer críticas ao atual Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PL), em desabafo escrito nas redes sociais.

A magistrada Camila Afonso de Novoa Cavalcanti, do TRT-8 (PA/AP) entendeu que a conduta da empresa viola a legislação por promover descriminação por opinião política. Brunna foi demitida sem justa causa, com base na sua opinião política, apenas. Ela atuava na empresa como supervisora de cadastro.

Ainda assim, a organização negou que a motivação seja política, e ainda poderá recorrer da decisão. O valor da indenização é calculado com base no aviso prévio indenizado, saldo salário, 13° salário, férias, fgts, indenização por dispensa discriminatória e danos morais pela medida, danos morais por transporte indevido de valores.

A dispensa de Brunna aconteceu após emitir sua indignação pessoal contra a manifestação feita pelos apoiadores de Bolsonaro no dia 8 de setembro de 2021, no Dia da Independência: “Sou completamente contra esse desgoverno e esse ser humano horroroso, corrupto, mal caráter, fascista, nazista, imbecil, incapaz e medíocre”, disse nas redes sociais. A jovem escreveu ainda que o Brasil voltou ao mapa da fome.

Após seu comentário, o pai mandou um áudio no WhatsApp à filha, que dizia: “Bom dia, Brunna. Antes de ter as suas exposições de ira e deboche em suas posições políticas, lembre em respeitar quem está do outro lado, não se esqueça que eu tenho posições antagônicas”

Ainda nos áudios, Brunna recebeu várias agressões verbais, foi chamada de “esquerdopata” e “petralha”. E ainda foi ameaçada com a demissão, caso não apagasse as postagens, como uma forma de punição do pai.

Leia mais

Plano não pode negar UTI a paciente sob alegação de período de carência

Justiça do Amazonas considerou abusiva a recusa de cobertura a paciente diagnosticado com AVC hemorrágico e confirmou obrigação de custeio do tratamento emergencial. O período...

Administração não pode cobrar servidor anos depois por erro que deixou de corrigir

Justiça Federal afastou cobrança de R$ 289 mil feita pela UFAM contra professora e reconheceu demora administrativa, boa-fé da servidora e decadência do direito...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Plano não pode negar UTI a paciente sob alegação de período de carência

Justiça do Amazonas considerou abusiva a recusa de cobertura a paciente diagnosticado com AVC hemorrágico e confirmou obrigação de...

Administração não pode cobrar servidor anos depois por erro que deixou de corrigir

Justiça Federal afastou cobrança de R$ 289 mil feita pela UFAM contra professora e reconheceu demora administrativa, boa-fé da...

Revertida justa causa de empregada adventista que se ausentava aos sábados

Vara do Trabalho de Assu (RN) reverteu a demissão por justa causa, aplicada a uma operadora de caixa grávida...

Homem é condenado por latrocínio, furto e resistência

A 1ª Vara Criminal do Gama condenou um réu pelos crimes de latrocínio tentado, furto qualificado e resistência. A pena...