Casal é condenado pela morte de jovem autista de 19 anos ocorrida em 2022

Casal é condenado pela morte de jovem autista de 19 anos ocorrida em 2022

O Tribunal do Júri de Ponta Grossa, nos Campos Gerais, condenou nesta última quinta-feira, 13 de julho, um casal denunciado pelo Ministério Público do Paraná como responsáveis pela morte de um jovem de 19 anos ocorrida em fevereiro de 2022. As investigações apontaram que o rapaz, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), era vítima de maus-tratos praticados pelos réus agora condenados, sua mãe e seu padrasto.

O jovem foi encontrado morto em casa, no dia 18 de fevereiro de 2022, vítima de diversos golpes. De acordo com as apurações da autoridade policial, o casal mantinha o jovem em cárcere privado em um banheiro da residência adaptado para funcionar como quarto, tendo sido amordaçado e submetido a castigos físicos e mentais com emprego de violência. Antes da chegada da perícia à residência, os réus teriam alterado a cena do crime, na tentativa de esconder a autoria do delito.

O padrasto do menino foi condenado a 23 anos e 4 meses de reclusão pelos crimes de tortura, cárcere privado, fraude processual e homicídio qualificado (por uso de meio cruel e de recurso que impossibilitou a defesa da vítima), uma vez que ficou demonstrado que ele que estava com o jovem no momento de sua morte. Já a mãe da vítima foi condenada por cárcere privado e fraude processual, com pena fixada em três anos e dois meses de reclusão, com possibilidade de responder em liberdade.

A 10ª Promotoria de Justiça de Ponta Grossa, responsável pela denúncia e que atuou na sessão de julgamento, recorrerá da sentença na tentativa de aumentar as penas fixadas.

Processo nº: 0004340-40.2022.8.16.0019

Com informações do MPPR

Leia mais

Justiça aplica entendimento do STF e protege mulher ameaçada fora do ambiente doméstico

O juiz de Direito Leonardo Mattedi Matarangas, durante o plantão judicial do polo 5 - do qual fazem parte as Comarcas de Novo Airão,...

Morto antes da ação, réu não pode ser “ressuscitado” por sucessão processual

Sentença do Juiz George Hamilton Lins extinguiu cobrança proposta contra pessoa que havia falecido antes do ajuizamento e destacou que a sucessão processual só...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Justiça aplica entendimento do STF e protege mulher ameaçada fora do ambiente doméstico

O juiz de Direito Leonardo Mattedi Matarangas, durante o plantão judicial do polo 5 - do qual fazem parte...

Homem que exerce papel de pai desde a infância tem paternidade socioafetiva reconhecida

A Vara Única da comarca de Papanduva (SC) reconheceu a paternidade socioafetiva de um homem que exerce a função...

Concessionária é condenada após manter veículo em propriedade de terceiro

A 17ª Vara Cível de Natal (RN) condenou uma empresa, que atua no comércio de automóveis, ao pagamento de...

Justiça do Trabalho reconhece vínculo de emprego de 1995 a 2001 para fins previdenciários

Vara do Trabalho de Natal (RN) afastou a prescrição bienal e reconheceu o vínculo de emprego entre um trabalhador...