A definição do governador-tampão do Amazonas ocorre nesta segunda-feira (4) por meio de eleição indireta realizada pela Assembleia Legislativa, conforme o rito previsto na Constituição do Estado para hipóteses de dupla vacância nos cargos de governador e vice-governador nos últimos anos do mandato.
Nesses casos, a escolha do chefe do Executivo deixa de ser direta e passa a ser feita pelos deputados estaduais, para exercício do mandato até a posse do eleito no pleito subsequente.
A Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM) realiza nesta segunda-feira (4) eleição indireta para escolha do governador que cumprirá mandato até 5 de janeiro de 2027, em razão da vacância simultânea dos cargos de chefe e vice do Executivo estadual.
Roberto Cidade (União), que exerce interinamente o cargo de Governador do Estado, desde a renúncia de Wilson Lima e Tadeu de Souza, concorre em chapa ao lado do ex-prefeito de Manaus Serafim Corrêa (PSB).
Ao todo, cinco chapas foram homologadas pela Mesa Diretora. Além da composição liderada por Cidade, também disputam o pleito William Santos e João Ricardo Lima; Cícero Alencar e Roque Lane Wilkens; Sérgio Augusto Bezerra e Audricléa Frota; e Daniel Fabiano de Araújo e Daiane de Jesus Araújo.
O processo de registro foi marcado por contestações partidárias. O diretório estadual do Novo questionou a candidatura de seus filiados, enquanto o PT alegou ausência de deliberação interna para a formalização de sua chapa. Apesar disso, todas as inscrições foram admitidas.
A escolha será feita pelos deputados estaduais, conforme o modelo constitucional aplicável às hipóteses de dupla vacância no Executivo.
