Emissão irregular de poluentes gera dano moral coletivo e indenização, decide TJSP

Emissão irregular de poluentes gera dano moral coletivo e indenização, decide TJSP

A emissão irregular de poluentes atmosféricos, sem observância das licenças ambientais exigidas, enseja responsabilidade civil por danos morais coletivos, quando demonstrado impacto relevante à saúde e ao bem-estar da coletividade.

Com esse entendimento, a 2ª Câmara Reservada ao Meio Ambiente do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve, em parte, sentença da 3ª Vara Cível de Guarulhos que condenou empresa do setor químico pela poluição causada em área residencial, majorando a indenização para R$ 50 mil.

O caso envolveu a emissão de fumaças com substâncias odoríferas que provocaram problemas respiratórios, irritação e ardência nos olhos e na garganta de moradores e de funcionários de uma instituição de longa permanência para idosos situada nas proximidades da planta industrial. Consta dos autos que a empresa operava com licença ambiental vencida no período dos fatos.

No voto condutor, o relator Luís Fernando Nishi destacou que as provas reunidas demonstraram o lançamento de poluentes na atmosfera sem a adoção das medidas determinadas pelos órgãos ambientais, bem como a continuidade das atividades industriais sem a implementação das providências necessárias à regularização, o que inviabilizou a renovação das licenças e ocasionou prejuízos à vizinhança.

Para o colegiado, os danos extrapolaram a esfera individual e atingiram o sentimento coletivo da comunidade local, justificando a condenação por danos morais coletivos. O julgamento foi unânime, com participação dos desembargadores Miguel Petroni Neto e Ramon Mateo Júnior.
Apelação nº 1047677-84.2021.8.26.0224.

Leia mais

Município deve pagar diferenças salariais a professores por não aplicar piso nacional

A não implementação do piso salarial nacional do magistério no prazo legal gera direito ao pagamento de diferenças remuneratórias aos professores da rede pública....

Perda da qualidade de segurado afasta auxílio-acidente mesmo com sequela permanente

A existência de sequela permanente com redução da capacidade para o trabalho não basta, por si só, para a concessão do auxílio-acidente quando não...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Município deve pagar diferenças salariais a professores por não aplicar piso nacional

A não implementação do piso salarial nacional do magistério no prazo legal gera direito ao pagamento de diferenças remuneratórias...

Perda da qualidade de segurado afasta auxílio-acidente mesmo com sequela permanente

A existência de sequela permanente com redução da capacidade para o trabalho não basta, por si só, para a...

É justo: declarado o vencedor do certame, não cabe mandado de segurança para questionar a licitação

A conclusão de um procedimento licitatório, com a homologação do resultado e a declaração do vencedor do certame, encerra...

Mutirão do INSS prevê 19 mil atendimentos para reduzir fila da perícia

O Ministério da Previdência e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) realizam, neste sábado (25) e domingo (26),...