Cármen Lúcia abre voto na trama golpista e destaca memória democrática do Brasil

Cármen Lúcia abre voto na trama golpista e destaca memória democrática do Brasil

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, afirmou nesta quinta-feira (11) que a ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros acusados pela chamada “trama golpista” representa “o encontro do Brasil com seu passado, com seu presente e com seu futuro”.

Segundo a magistrada, a tentativa de ruptura institucional que se examina no processo dialoga com a história de instabilidades que “impedem a maturação democrática do país e sufocam o florescimento de novas lideranças sociais e políticas”.

“O que há de inédito, talvez, nessa ação penal, é que nela pulsa o Brasil que me dói”, declarou.

Questão em julgamento

A Primeira Turma do STF analisa denúncia segundo a qual Bolsonaro teria liderado organização criminosa voltada à prática de tentativa de golpe de Estado e de abolição violenta do Estado Democrático de Direito após a derrota eleitoral em 2022. A Procuradoria-Geral da República apontou 13 atos executórios de preparação e estímulo, reafirmados pelo relator, ministro Alexandre de Moraes.

Até o início do voto de Cármen Lúcia, o placar estava em 2 a 1 pela condenação: Moraes e Flávio Dino reconheceram a autoria do ex-presidente, enquanto Luiz Fux divergiu, considerando as manifestações de Bolsonaro como “desabafo”, “bravata” e “mera irresignação”.
 
Cármen Lúcia reafirmou sua confiança nas instituições democráticas e na Justiça Eleitoral, lembrando que o STF já analisou mais de 600 processos sobre os atos de 8 de janeiro de 2023. Ela mencionou o papel das big techs, algoritmos e criptomoedas como novos vetores de manipulação social, alertando para a necessidade de fortalecer a democracia diante desses mecanismos.

Leia mais

Mudança de posição: STJ acompanha STF e admite nervosismo do suspeito como fundamento para busca pessoal

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) reafirmou uma mudança de orientação sobre as abordagens policiais ao decidir que o nervosismo demonstrado por um suspeito,...

MPF pede à Justiça que Município deixe de exigir CNPJ de terreiros para imunidade do IPTU

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública contra o Município de Manaus pedindo que a Justiça determine, em caráter liminar, a suspensão...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Após fala de Valdemar, STF cobra explicações de presidentes de partidos sobre emendas parlamentares

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que os presidentes de todos os partidos políticos com...

CNMP decide que lei não limita número de prorrogações de afastamento cautelar em PAD

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) firmou entendimento de que a legislação não estabelece limite para o número...

Mudança de posição: STJ acompanha STF e admite nervosismo do suspeito como fundamento para busca pessoal

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) reafirmou uma mudança de orientação sobre as abordagens policiais ao decidir que o...

MPF pede à Justiça que Município deixe de exigir CNPJ de terreiros para imunidade do IPTU

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública contra o Município de Manaus pedindo que a Justiça determine,...