Em Coari, mulher é condenada a 19 anos de prisão por uma tentativa de homicídio qualificado

Em Coari, mulher é condenada a 19 anos de prisão por uma tentativa de homicídio qualificado

Em julgamento popular realizado na quinta-feira (11/05), no plenário da Câmara Municipal de Coari, interior do Amazonas, Jaira Cristina Tenaçol de Andrade foi condenada a 19 anos e sete meses de prisão por tentativa de homicídio contra Maia Mariana Perdomo Duarte. O crime ocorreu na noite de 13 de dezembro de 2018, na Rua Eduardo Ribeiro, na área central do Município.

O processo n.º 0001464-93.2018.8.04.3800 começou com o indiciamento de Jaira Cristina Tenaçol de Andrade e Erick Danrley da Silva Aguiar, porém, Erick passou dois anos foragido até ser preso. Nesse espaço de tempo, o processo já havia sido desmembrado e Erick vai ser julgado em separado.

A sessão de julgamento popular foi presidida pelo juiz de direito titular da 1.ª Vara da Comarca de Coari, André Luiz Muquy. O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE/AM) foi representado pelo promotor de justiça Rafael Del Castilho.

Durante os debates em plenário, o promotor de justiça do Ministério Público sustentou a condenação por tentativa de homicídio qualificado, trazendo o fato de ser a ré portadora de maus antecedentes e reincidente. A defesa, por sua vez, sustentou que a ré desconhecia que o indivíduo que a acompanhava estaria armado e que atiraria contra a vítima.

Ao proferir a sentença, o magistrado levou em consideração o fato de a ré ser possuidora de maus antecedentes, visto ser multirreincidente, além de considerar que o crime gerou um forte abalo à vítima e sua família, que sequer conseguiram terminar seus depoimentos sem serem tomadas pelo nervosismo desmedido. A vítima ainda acentuou que o fato lhe prejudicou os estudos, tendo dificuldades em terminar sua faculdade.

Jaira Tenaçol está presa em Coari cumprindo pena pela condenação em outro processo. Sendo assim, o magistrado manteve a prisão para que ela inicie a execução provisória da pena.

Da sentença, cabe apelação.

O crime

De acordo com o Inquérito Policial, base para a denúncia formulada pelo Ministério Público, no dia 13 de dezembro 2018, por volta das 20h40, na Rua Eduardo Ribeiro n.º 477 A, Centro de Coari/AM, Jaira, acompanhada de Erick e outro indivíduo que não pôde ser identificado, foram de carro à casa da vítima. Ao chegarem ao local, Jaira permaneceu no interior do veículo enquanto os dois homens subiram à procura da irmã de Maia Mariana, de nome Aparecida. Lá estando, informaram à Aparecida que Jaira estava aguardando-a no carro para conversarem.

Após ouvirem de Aparecida que ela não conversaria com Jaira, os indivíduos fingiram ir embora, assim, Aparecida e Maia, que estavam juntas, viraram em direção a casa, momento em que os sujeitos efetuaram disparos com arma de fogo, atingindo a Maia na região dorsal. Depois do disparo, Erick e o outro sujeito entraram no carro alugado e dirigido por Jaira e fugiram.

Conforme os autos, a motivação do crime teria sido porque o marido de Aparecida teria furtado dinheiro da igreja que os envolvidos frequentavam. Assim, por ser esposa dele, os autores da tentativa de homicídio deduziram que mantinha contato com ele.

Ao ser interrogada, em plenário, durante o júri de quinta-feira, Jaira afirmou que não subiu para falar com Aparecida – que seria o verdadeiro alvo do atirador – porque estava enjoada e não queria subir. Disse ainda, que não sabia, que Erick e o outro comparsa, estavam armados.

Com informações do TJAM

Leia mais

Falta de serviço credenciado em Manaus não basta para negar pedido de eletroconvulsoterapia

A Justiça do Amazonas declarou ilícita a recusa, por plano de saúde, da cobertura de eletroconvulsoterapia (ECT) quando baseada exclusivamente na ausência do procedimento...

TSE rejeita recurso de vereadores e mantém cassação de mandatos por fraude à cota de gênero no Amazonas

Os vereadores Bruno da Silva Lima e Raimundo Nonato Neto Carneiro, eleitos pelo Republicanos para a Câmara Municipal de Iranduba nas eleições de 2024,...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Polícia Federal cumpre ordem do CNJ e realiza diligência em gabinete de desembargador do TRF1

O Conselho Nacional de Justiça realizou nesta quinta-feira (24), com apoio da Polícia Federal, uma operação no gabinete do...

Falta de serviço credenciado em Manaus não basta para negar pedido de eletroconvulsoterapia

A Justiça do Amazonas declarou ilícita a recusa, por plano de saúde, da cobertura de eletroconvulsoterapia (ECT) quando baseada...

Nova lei altera estrutura da Ordem dos Advogados do Brasil

A Lei 15.511/26 altera a estrutura do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) com o objetivo...

Projeto facilita acesso à Justiça gratuita para isentos de Imposto de Renda

O Projeto de Lei 3355/26 estabelece que pessoas físicas isentas do Imposto sobre a Renda sejam consideradas sem condições...