CNJ abre PAD contra magistrado do Amazonas por suposta venda de embarcação

CNJ abre PAD contra magistrado do Amazonas por suposta venda de embarcação

O Plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou, por unanimidade, a abertura de Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) contra o juiz Leoney Figliuolo Harraquian e o oficial de Justiça Luiz Carlos Teles da Silva, ambos do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), em razão de suposta de venda de embarcação e de motor de popa de 15 HP, apreendidos nos autos da Ação Penal n. 007/2003.

A decisão foi tomada nesta terça-feira (20/8), durante a 3ª Sessão Extraordinária do CNJ, após análise do Pedido de Providência 0007817-76.2022.2.00.0000. 

O PP foi instaurado pela Corregedoria Nacional de Justiça após ofício encaminhado pela Procuradoria-Geral da União, que solicitava mais informações sobre a conduta dos investigados.

A suspeita é de que o magistrado teria ficado com a embarcação, contando com ajuda do oficial de Justiça. “Após realizadas apurações de autoridade local constatou-se que o magistrado, com auxílio do oficial de Justiça, teria guardado a embarcação em local privado e depois vendido o veículo, sem autorização legal, permanecendo em tese com o produto da venda”, afirmou o corregedor, Luis Felipe Salomão, em defesa da abertura do PAD.

Na sessão plenária, o corregedor não foi favorável à celebração de um termo de ajustamento de conduta (TAC), solicitada pela defesa dos requeridos, justificando que a medida é atribuída nos casos em que se constata procedimentos considerados não graves.

Essa é a última sessão do ministro Luis Felipe Salomão à frente da Corregedoria Nacional de Justiça. O ministro despede-se do CNJ antes de assumir a vice-presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Seu substituto será o ministro Mauro Campbel, que tomará posse no dia 3 de setembro.

Fonte: CNJ

Leia mais

Fraude à cota de gênero pode levar à perda imediata de mandatos em Iranduba, decide TSE

O Tribunal Superior Eleitoral determinou o restabelecimento imediato dos efeitos de uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas que reconheceu fraude à cota...

Notificação devolvida como “não procurado” não comprova mora em ação de busca e apreensão

A devolução de notificação extrajudicial com a anotação “não procurado” não é suficiente para comprovar a mora do devedor e impede o ajuizamento válido...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

TSE marca para 2 de junho julgamento de recurso de Claudio Castro

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para o dia 2 de junho o julgamento do recurso do ex-governador do...

Mendes pede vista e suspende julgamento sobre Lei da Ficha Limpa

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista e suspendeu o julgamento virtual do processo que...

Testemunhas acusam Jairinho de agredir outros filhos de namoradas

A estudante de turismo Kaylane de Oliveira Duarte Pereira, atualmente com 18 anos, relatou nesta quinta-feira (28), no quarto dia...

Plataforma de pagamentos bloqueia indevidamente valores de cliente e é condenada por danos morais

O 3º Juizado Especial Cível, Criminal e da Fazenda Pública da Comarca de Parnamirim condenou uma plataforma de pagamentos a desbloquear valores...