Câmaras Reunidas do TJAM deferem pedido de desaforamento de sessão do Tribunal de Júri de Barcelos

Câmaras Reunidas do TJAM deferem pedido de desaforamento de sessão do Tribunal de Júri de Barcelos

Foto: Marcus Phillipe.

As Câmaras Reunidas do Tribunal de Justiça do Amazonas deferiram na sessão de quarta-feira (14/09) pedido de desaforamento de sessão de julgamento de processo criminal da Comarca de Barcelos, em consonância com o parecer do Ministério Público.

Trata-se de pedido feito pela Defensoria Pública, que atua na defesa do réu Joveligton Alberto Morais de Souza, pronunciado pela morte do jovem Derick Tavares Cordeiro, de 19 anos, naquele Município, em que tramita a Ação Penal n.º 0000048-30.2020.8.04.2601.

A Defensoria apresentou o pedido argumentando o risco à imparcialidade do julgamento, segurança do réu, e requereu a distribuição do processo para outra comarca do Amazonas. Segundo a defesa, os fatos ocorridos geraram forte comoção social e clamor por justiça, incluindo a elaboração de um abaixo-assinado com a assinatura de um dos jurados sorteados para o Conselho de Sentença. E a repercussão teria aumentado depois da morte do irmão da vítima que, segundo relatos, teria cometido suicídio motivado pela perda do familiar.

Em abril deste ano, o relator, desembargador Yedo Simões, havia deferido liminar no processo (n.º 4002335-67.2022.8.04.0000) para suspender a sessão plenária que seria realizada em 07/04/2022. “O desaforamento deve ser usado de maneira excepcional, somente quando demonstrada a presença de um dos motivos constantes dos art. 427 e 428 do CPP, o que, in casu, restou demonstrado, pela dúvida sobre a imparcialidade do júri e a falta de segurança pessoal do acusado”, afirmou o relator.

Em seu parecer, o procurador do Ministério Público, Nicolau Libório dos Santos Filho, observou que “o desaforamento de julgamento a ser realizado pelo Júri local é medida de exceção, que somente pode se dar quando o deslocamento da competência, inicialmente fixada, apresentar-se justificada, à luz da existência dos fatos elencados nos arts. 427 e 428, ambos do CPP, quais sejam, o interesse da ordem pública, a dúvida sobre a imparcialidade do júri, aspectos sobre a segurança pessoal do réu e, ainda, a demora na realização do julgamento, para a qual não haja concorrido o réu ou a defesa”.

O procurador destacou que o parecer da Promotoria que atua junto à Vara da Comarca de Barcelos corrobora a situação narrada pela Defensoria Pública, no sentido de que a realização do julgamento no Município se mostra temerária, pelas nuances do caso concreto.

O julgamento deverá ocorrer na comarca mais próxima a de Barcelos.

Fonte: Asscom TJAM

Leia mais

Banco só pode abater valor de contrato inválido se provar que dinheiro chegou ao cliente

Um correntista do Itaú questionou na Justiça movimentações automáticas realizadas em sua conta por meio do serviço “APLIC AUT MAIS”, afirmando que nunca havia...

Uso de servidor cedido pela Administração não obriga nomeação de aprovado em concurso

A utilização de servidores cedidos pela Administração Pública não obriga a nomeação de candidatos aprovados em concurso público para cadastro de reserva. O entendimento foi...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

AGU vê ofensa à ordem pública em afastamento de Andrei e pede a Fachin suspensão da ordem de Mendonça

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a suspensão urgente da...

Corretor é condenado por anunciar empreendimento irregular em site de imobiliária

Um corretor de imóveis foi condenado pela Vara Criminal da comarca de Itapema por divulgar na internet a venda...

Lei cria política nacional para proteger pessoas com síndrome de Tourette

Foi publicada na quinta-feira (3) a Lei 15.492/26, que cria a Política Nacional de Proteção dos Direitos das Pessoas...

Nova lei cria fundo de financiamento do Ministério Público da União

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 15.499/26, que cria o Fundo de Fortalecimento da Cidadania...