Acusados de matar transexual são condenados pelo júri popular de Taguatinga-DF

Acusados de matar transexual são condenados pelo júri popular de Taguatinga-DF

O juiz presidente do Tribunal do Júri de Taguatinga-DF leu a sentença que condenou os cinco envolvidos no homicídio qualificado de Wilson Júlio Suzuki Júnior, conhecido pelo nome social de Ághata Lios, ocorrido no dia 26 de janeiro de 2017 no interior do Centro de Distribuição dos Correios, na cidade de Taguatinga, no Distrito Federal.

Daniel Ferreira Gonçalves, nome social Carolina Andrade ou Carol, foi condenada em 14 anos e quatro meses de reclusão pelos crimes de homicídio qualificado e roubo. Foram condenadas também pelo crime de homicídio qualificado Deyvisson Pinto Castro, nome social Lohanny Castro ou Lorrane, e Francisco Delton Lopes Castro, nome social Samira, a 19 anos de reclusão cada uma; Greyson Laudelino Pessoa, nome social Bruna Alencar ou Bruna, a 20 anos; e Letícia Oliveira Santos a 23 anos de reclusão. Todos os réus deverão cumprir suas penas em regime inicial fechado e não poderão recorrer da sentença em liberdade.

Quanto à ré Letícia, apesar de se encontrar em liberdade durante a instrução processual, o juiz entendeu que “há fato superveniente a ensejar sua prisão cautelar, qual seja, a delação premiada por uma das acusadas, o que recomenda, para segurança da sociedade, e para própria segurança de seus familiares, o resguardo da ordem pública”, afirmou o magistrado.

Ao dosar a pena o juiz ressaltou que a culpabilidade dos réus foi em grau máximo: “houve perseguição implacável pelas rés à vítima, que estertorou na corrida desesperada até uma Agência dos Correios, local público, autarquia estatal, onde imaginava estar protegida e segura, mas, em vão, nem assim o ímpeto homicida se desfez, de modo que, ganhou destaque a ousadia das rés, praticando o crime na frente das câmeras. Poucas vezes se deparou esse Tribunal com tamanha violência”.

O magistrado também destacou que “agrava o fato de o crime ter sido praticado em local público na frente de diversas pessoas funcionários dos Correios, causando o pânico e desordem pública no local”.

Entenda o caso

Denúncia do MPDFT aponta que quatro dos acusados teriam desferido golpes de faca e facão na vítima, causando ferimentos que a levaram à morte. O crime teria sido motivado em decorrência da disputa de ponto de prostituição, o que, de acordo com o Ministério Público, caracterizaria motivo torpe, cruel e com emprego de meios que dificultaram a defesa da vítima.

Em plenário, o representante do Ministério Público requereu que, em caso de condenação, fosse decretada a prisão preventiva da ré Letícia Oliveira Santos, que foi pronunciada por participação ao emprestar a arma usada no crime. As defesas das rés, cada uma a sua medida, sustentaram teses de desclassificação, exclusão de qualificadoras e absolvição.

Processo: 0001917-71.2017.8.07.0007, 0004501-77.2018.8.07.0007 e 0000751-33.2019.8.07.0007

Fonte: Asscom TJDFT

Leia mais

Dia do Defensor Público: TJAM funcionará em regime de plantão nesta terça-feira (19)

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) funcionará em regime de plantão nesta terça-feira (19/05), em razão do ponto facultativo previsto no Calendário Judicial...

STJ mantém licença remunerada a servidor federal em curso para cargo estadual

O ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça, não conheceu de recurso da União que buscava afastar decisão favorável a servidor público federal...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Joalheria deve indenizar cliente após atraso na entrega e descumprimento de contrato

A joalheria Use Personalizado foi condenada a pagar R$ 2 mil de indenização por danos morais a uma cliente...

Justiça condena funcionário da Vivo por estelionato usando dados de clientes

A 3ª Vara Criminal de Maceió condenou Wilson Gomes de Araújo pelo crime de estelionato, que era praticado manipulando...

TRU fixa tese sobre contagem de período de benefício por incapacidade como tempo de contribuição

Na última semana (8/5), a Turma Regional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais da 4ª Região (TRU/JEFs) realizou sessão de...

Comissão aprova registro de deficiência no documento de identidade

A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou projeto que prevê a...